Operação Emendatio investiga suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo recursos destinados a organizações da sociedade civil
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Emendatio para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no Estado do Rio de Janeiro. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva, 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens dos investigados.
Segundo a Polícia Federal, cerca de 60 agentes participam da operação, que apura possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações indicam que parte dos recursos destinados a entidades sem fins lucrativos teria sido desviada por meio de pagamentos considerados irregulares, utilização de empresas intermediárias e mecanismos para ocultar a origem e o destino dos valores.
De acordo com a investigação, organizações da sociedade civil, pessoas físicas e empresas ligadas ao grupo investigado teriam sido utilizadas para movimentar recursos e ocultar patrimônio. A Polícia Federal também apura a existência de repasses realizados por meio de terceiros e empresas interpostas, supostamente utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
As apurações concentram-se em parcerias firmadas entre as OSCs investigadas e órgãos da administração pública federal. Entre as irregularidades sob investigação estão indícios de superfaturamento, conluio entre empresas participantes de processos de cotação de preços e possível inexecução de contratos financiados com recursos públicos.
Segundo a Polícia Federal, o bloqueio patrimonial de R$ 100 milhões tem como objetivo garantir eventual recuperação de ativos, enquanto as diligências buscam reunir novas provas, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a análise financeira e patrimonial dos investigados.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou a identidade de todos os investigados nem informou o posicionamento das defesas. O espaço permanece aberto para manifestações dos citados.




