A consultoria internacional atribui aumento das chances do presidente à recuperação da popularidade do governo, melhora de indicadores econômicos e medidas de estímulo à renda.
<OUÇA A REPORTAGEM>
<Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp>
A consultoria internacional Eurasia Group elevou para 60% a probabilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. A nova avaliação representa uma revisão das projeções anteriores da empresa e indica que o atual chefe do Executivo chega fortalecido ao cenário pré-eleitoral, embora a disputa ainda seja considerada competitiva.
Segundo a análise da consultoria, a revisão decorre da recuperação dos índices de aprovação do governo, da desaceleração da inflação dos alimentos, do desempenho da economia e de medidas como a reforma do Imposto de Renda. Para os analistas, esses fatores ampliaram as perspectivas de permanência de Lula no Palácio do Planalto por mais um mandato.
ANÁLISE
O diretor para as Américas da Eurasia Group, Christopher Garman, avalia que presidentes que chegam ao período eleitoral com elevados índices de aprovação costumam partir de uma posição favorável na disputa. Apesar disso, a consultoria ressalta que ainda há um longo período até as eleições e que fatores econômicos e políticos poderão alterar o cenário.
De acordo com a empresa, a eleição presidencial de 2026 permanece “estruturalmente competitiva”. Ainda assim, a combinação entre recuperação da popularidade do governo, crescimento econômico e políticas voltadas à ampliação da renda fortaleceu as perspectivas de reeleição do atual presidente.
A avaliação da Eurasia Group contrasta com projeções apresentadas por parte do mercado financeiro nos últimos meses, que apontavam maior probabilidade de fortalecimento da oposição. Segundo a consultoria, essas análises subestimaram a resiliência da base eleitoral de Lula e os efeitos da melhora dos indicadores econômicos sobre a percepção do eleitorado.
Nos últimos meses, pesquisas de intenção de voto também passaram a apontar Lula em posição competitiva ou na liderança em diferentes cenários. Especialistas, entretanto, observam que o quadro eleitoral ainda poderá sofrer mudanças conforme a evolução da economia, a definição das candidaturas de oposição e o ambiente político ao longo da campanha de 2026.




