Senador do PL afirmou, em encontro privado com representantes de cerca de 40 países, disse que urnas brasileiras seriam da mesma empresa citada em relatório sobre eleições venezuelanas; TSE já negou essa associação
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Desespeerado pelo derretimento nas pesquisas eleitorais, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou durante um encontro privado em Brasília com representantes de cerca de 40 países que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic. Na reunião, ele também mencionou um relatório da CIA sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela em 2012 envolvendo a companhia. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, já esclareceu em diversas ocasiões que as urnas eletrônicas brasileiras não são produzidas pela Smartmatic.
A declaração ocorre em um momento de articulação política para a formação da chapa presidencial do PL e de negociação por alianças com outros partidos, como União Brasil, Progressistas e Republicanos, que ainda discutem eventual apoio formal à candidatura.
Nesse cenário, a senadora Tereza Cristina (PP), apontada como possível candidata a vice-presidente na chapa do PL, informou a aliados que não pretende ocupar a vaga.
Nos últimos meses, a pré-campanha também enfrentou outros episódios de repercussão pública. Entre eles, a divulgação de que Flávio Bolsonaro buscou apoio financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Pesquisas divulgadas pela Quaest indicaram que parte dos entrevistados afirmou que o episódio reduziu a disposição de votar no senador.
Outro ponto de desgaste ocorreu após divergências públicas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relacionadas às articulações políticas no Ceará. Levantamento da Quaest mostrou que 42% dos entrevistados disseram concordar mais com Michelle Bolsonaro após a divulgação de vídeos sobre o episódio, enquanto 18% afirmaram concordar mais com Flávio Bolsonaro.
Especialistas avaliam que as declarações sobre o sistema eleitoral tendem a reforçar o discurso já conhecido entre apoiadores mais fiéis do ex-presidente Jair Bolsonaro. O impacto sobre eleitores independentes e sobre as negociações partidárias dependerá dos desdobramentos da campanha e da repercussão política das declarações.




