Candidato ao Governo de São Paulo classificou ataques do presidente argentino às instituições brasileiras como desrespeitosos e comentou discussão sobre o sistema eleitoral
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O candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou neste domingo (26), na convenção do Partido dos Trabalhadorres, realizado em Campinas. As declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre autoridades brasileiras e ironizou a possibilidade de o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) explicar o funcionamento das urnas eletrônicas brasileiras no exterior. As declarações foram dadas durante a convenção estadual da federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade, realizada na capital paulista.
Questionado sobre a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições brasileiras, Haddad afirmou que o sistema eleitoral do país é reconhecido internacionalmente e classificou as recentes manifestações como uma “provocação barata”. Em tom de ironia, declarou que, caso existam dúvidas sobre as urnas eletrônicas, “a gente pode despachar Tarcísio para lá para explicar como é que funciona”, em referência ao governador paulista.
O comentário ocorreu após reportagens indicarem que o governo dos Estados Unidos avaliava enviar representantes ao Brasil para tratar de temas relacionados ao processo eleitoral. O Itamaraty confirmou posteriormente a negativa de vistos a dois integrantes do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam visitar o país.
Haddad também condenou as declarações de Javier Milei durante a convenção do Partido Liberal (PL), realizada no sábado (25), quando o presidente argentino fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Para o candidato petista, manifestações desse tipo são incompatíveis com as relações diplomáticas entre Brasil e Argentina e representam um desrespeito às instituições brasileiras.
O evento também marcou a confirmação da candidatura da ex-ministra Marina Silva ao Senado Federal, em chapa que reúne Fernando Haddad (PT), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB). Marina afirmou que a ausência de lideranças do PSOL, como o ministro Guilherme Boulos e a deputada federal Erika Hilton (SP), ocorreu por compromissos de agenda e negou que isso represente falta de apoio ao projeto eleitoral.
Nos últimos meses, o PSOL registrou divergências internas relacionadas à estratégia eleitoral e à distribuição do fundo partidário. Apesar disso, dirigentes da federação afirmam que a aliança permanece unificada para a disputa das eleições de outubro.




