Protesto contra Tarcísio termina com mulher agredida por PM durante agenda no Grajaú

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Em manifestações anteriores, Tarcísio e aliados políticos também foram alvo de protestos. Em Francisco Morato, uma agenda do governador chegou a ser cancelada de última hora, segundo relatos publicados sobre a campanha. Foto Paulo Pinto/Agencia Brasil

Manifestação reuniu cerca de 40 pessoas antes da chegada do governador ao Armazém Solidário; Polícia Militar foi questionada sobre a conduta do agente e ainda não havia se manifestado

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Uma manifestação contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) terminou com uma mulher agredida por um policial militar nesta quarta-feira (9), durante uma agenda do governador no Grajaú, na zona sul de São Paulo. O episódio ocorreu antes da chegada de Tarcísio ao Armazém Solidário, equipamento destinado à venda de produtos a preços reduzidos para famílias inscritas no Cadastro Único.

Cerca de 40 manifestantes estavam no local com faixas e cartazes de críticas ao governo estadual. A movimentação foi acompanhada por policiais militares e integrantes da equipe de segurança da campanha, que registraram imagens do protesto.

Segundo a apuração divulgada pelo UOL, a PM interrompeu o trânsito de veículos diante do Armazém Solidário. Um ônibus permaneceu parado em frente aos manifestantes e acabou dificultando a visualização do grupo no momento em que o governador chegou ao local.

Durante a movimentação, um policial militar teria puxado o braço de um dos manifestantes. Uma mulher integrante da segurança da campanha interveio e informou ao agente que fazia parte da equipe. Na sequência, segundo o relato, ela acabou sendo agredida pelo policial.

A conduta do agente deverá ser analisada pela própria corporação. Procurada pela reportagem do UOL, a Polícia Militar ainda não havia apresentado esclarecimentos sobre a agressão até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto para manifestação da PM.

Tarcísio questiona manifestantes

Questionado sobre o protesto, Tarcísio afirmou que os participantes seriam “voluntários” e recomendou aos jornalistas que verificassem a “ficha criminal de cada um”.

A declaração acrescentou uma dimensão política ao episódio, já que o governador não respondeu apenas às críticas apresentadas pelos manifestantes, mas associou o grupo à existência de antecedentes criminais, sem que tenha sido apresentada, naquele momento, comprovação individual dessa afirmação.

O protesto no Grajaú ocorre em um cenário de mobilizações contra o governador durante a campanha eleitoral. Outros atos foram registrados em municípios e bairros paulistas, com críticas relacionadas principalmente à atuação da Polícia Militar e às políticas estaduais de saúde e educação.

Em manifestações anteriores, Tarcísio e aliados políticos também foram alvo de protestos. Em Francisco Morato, uma agenda do governador chegou a ser cancelada de última hora, segundo relatos publicados sobre a campanha.

O episódio do Grajaú coloca novamente sob escrutínio a atuação da segurança pública durante agendas eleitorais e a forma como forças policiais são empregadas no entorno de eventos políticos. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da agressão, identificar o policial envolvido e verificar se houve registro formal da ocorrência ou abertura de procedimento administrativo pela corporação.

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