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Ctrl-V

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Com lançamento oficial em todas as mídias no dia 24 de novembro, com exibição na TV Cultura, às 23h30, e disponibilizado para download gratuito na internet e pelo celular, o documentário “Ctrl-V”, de Leonardo Brant, é o resultado de uma pesquisa-ação transmídia sobre convergência audiovisual, explorando as relações de poder e efeitos da indústria audiovisual sobre as sociedades contemporâneas.

No dia 7 de novembro, o CineSesc, em São Paulo, foi palco para a pré-estreia do documentário.  Após a exibição, gratuita e aberta ao público, foi realizado um debate sobre o tema com a presença do diretor. Também participaram o antropólogo, Massimo Canevacci, o cineasta e ex-secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, Newton Cannito, e o gerente do SescTV, Valter Sales.

Para Brant, o assunto ganha nova força com recente promulgação da Lei 12.485/11. “A nova lei engloba as discussões do PL 29/07 e do PLC 116 e promete aquecer o mercado de produção audiovisual independente, além de abrir o mercado de distribuição para empresas de telecomunicações”, afirma o diretor.

O documentário Ctrl-V apresenta uma série de propostas para o desenvolvimento de um novo cenário para o audiovisual, sob a ótica da diversidade cultural e da economia criativa. “Além das oportunidades geradas com as novas tecnologias de informação e comunicação, o filme aborda o papel da televisão, da educação e o foco no desenvolvimento do conteúdo e não somente da técnica, para democratizar e aprofundar a relação com o público, em busca de autonomia no processo de construção do seu território simbólico”, reforça Leonardo Brant.

Resgate histórico da indústria audiovisual

O documentário faz um resgate histórico da indústria audiovisual global, com foco nas mudanças, em pleno curso, no processo de formação do indivíduo e na reorganização do imaginário coletivo. Diversidade cultural, democracia audiovisual, autorrepresentação, multiprotagonismo, cultura da convergência são palavras-chave da pesquisa.

As imagens foram captadas com máquina fotográfica digital “dessas que temos em casa”, sem qualquer aparato de produção, como luz, captação de som. O próprio diretor captou sozinho praticamente todas as imagens e entrevistas, no melhor estilo Do it yourself media, explorando as possibilidades de realização audiovisual.

“A autoralidade está sendo discutida no Ctrl-V, pois contraponho o olhar individual com o processo colaborativo”, ressalta o diretor. Outro aspecto marcante do documentário é a presença de trechos de filmes consagrados pela indústria hollywoodiana. Além de elemento narrativo central do documentário, ajuda a organizar, na prática, a discussão sobre propriedade intelectual e os limites da cultura remix.

O projeto e a pesquisa
A plataforma web (www.ctrl-v.net/), reúne bibliografia, filmografia e mais cinquenta entrevistas exclusivas com alguns dos maiores pensadores internacionais sobre a indústria audiovisual, entre eles: Edward Jay Epstein, Neil Gabler (EUA), Gilles Lipovetsky, Yvon Thiec (França), Massimo Canevacci (Itália) Octavio Getino (Argentina), Orlando Senna, Ismail Xavier, Newton Cannito (Brasil). A pesquisa foi financiada pela Aecid (Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento), e o documentário tem o apoio do Sesc e co-produção da TV Cultura.

Além do documentário, a pesquisa inclui livro, a ser lançado em 2012, que relata a experiência, e programa de webTV, com a íntegra das entrevistas. A pesquisa é metalinguística, explora as possibilidades da convergência audiovisual e de criação em rede, enquanto analisa a conformação de um novo processo de produção audiovisual, multiprotagonista, em rede. Dirigido pelo pesquisador cultural Leonardo Brant, o documentário foi pautado e editado colaborativamente no âmbito da RAIA (Rede Audiovisual Iberoamericana – www.raiavirtual.net.

Sobre o diretor
Leonardo Brant está envolvido com os movimentos internacionais sobre diversidade cultural desde 2001. Fundou o Divercult (Instituto Diversidade Cultural), atualmente com sede na Espanha, e foi vice-presidente da International Network for Cultural Diversity, com participação decisiva na construção da Convenção da UNESCO sobre o assunto. É

coordenador editorial da coleção Democracia Cultural, que reúne os livros Artes Sob Pressão, de Joost Smiers, Democracia Audiovisual, de André Martinez, e Diversidade Cultural, do próprio Brant. Brant edita ainda o site Cultura e Mercado e coordena o programa Empreendedores Criativos.

Sinopse
Ctrl-V

Brasil, Espanha, Argentina, Estados Unidos | 2011

documentário | 54 min | digital | cor

O documentário Ctrl-V faz um resgate histórico da indústria audiovisual global, com foco nas mudanças, em pleno curso, no processo de formação do indivíduo e na reorganização do imaginário coletivo. Diversidade cultural, democracia audiovisual, autorrepresentação, multiprotagonismo, cultura da convergência são palavras-chave da pesquisa.

FICHA TECNICA

Concepção, roteiro, entrevistas, câmera e direção:

Leonardo Brant

Produção Executiva:

Fernanda Martins

Direção de Produção:

Roberta Milward

Crowdsourcing:

Rede Audiovisual Ibero-Americana (RAIA)

Pesquisa:

Antonio Sagrado Lovato, Badah, Cleiton Paixão, Fernanda Martins, Julio Cesar Pereira, Piatã Stoklos Kignel, Ricardo Giassetti, Roberta Milward e Leonardo Brant (coordenação)

Trilha sonora:

Alfredo Bello aka DJ Tudo

Rede Audiovisual IberoAmericana (RAIA):

Alina Frapiccini (Argentina), Cesar Piva (Brasil), Dino Pancani (Chile), Eli Lloveras (Espanha), Humberto Mancila (Bolívia) – fundadores

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