Senador afirma que decisão foi tomada em comum acordo com o presidente Lula e diz que prioridade será comprovar inocência e atuar nas eleições de 2026
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará a liderança do governo no Senado Federal. A decisão, segundo o parlamentar, foi tomada em comum acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante reunião realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Wagner afirmou que pretende concentrar esforços em sua defesa diante das investigações em curso e na preparação para as eleições de 2026.
“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, declarou o senador.
A saída ocorre uma semana após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e Salvador. A investigação apura suspeitas de que Wagner teria recebido vantagens indevidas do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
Segundo a apuração, os mandados foram executados em 18 de junho por determinação judicial no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal. O caso ainda está em fase inicial e não há denúncia apresentada nem julgamento sobre o mérito das acusações.
Em entrevista concedida à BandNews no dia da operação, Wagner negou qualquer irregularidade e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação às investigações.
A saída de Jaques Wagner da liderança do governo ocorre em um momento sensível para a articulação política do Palácio do Planalto no Senado. Considerado um dos principais aliados de Lula e uma das lideranças históricas do PT, Wagner exercia papel estratégico na interlocução entre o governo federal e os parlamentares da base aliada.
A investigação também tem potencial impacto político na Bahia, onde Wagner integra o principal grupo político governista ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ministro da Casa Civil Rui Costa (PT). Até o momento, não há decisão judicial que atribua culpa ao senador, que segue negando as acusações.




