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sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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Encontro reúne prefeitos da região de Campinas para discutir a política

Data:

Regularização fundiária, redução do custo para registro de imóveis,
construção por administração direta das prefeituras e sistema informatizado
para pleitos foram temas do encontro, realizado hoje, no auditório da CDHU,
em São Paulo

O secretário de Estado da Habitação e presidente da Companhia de

Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Lair Krähenbühl, coordenou

ontem, dia 8, em São Paulo um evento 50 prefeitos e representantes de

prefeituras da região campineira para discutir a política habitacional do

Estado (leia abaixo a repercussão do Encontro entre os prefeitos). Durante

o “Encontro Regional de Prefeitos sobre o Programa Estadual de Habitação de

Interesse Social ? Região de Campinas” foram apresentadas as novas

ferramentas adotadas pelo Governo do Estado para promover a produção e a

regularização habitacional no Estado.

“Temos uma preocupação única com a gestão da habitação. Por isso,

promovemos esse evento para comunicar a todos os prefeitos as novidades do

governo no setor, independente da orientação partidária”, disse Lair

Krähenbühl. O evento aconteceu no auditório da CDHU, no Centro da Capital

paulista e contou com a presenças dos deputados Jonas Donizette, Davi Zaia

e Luiz Carlos Gondim

A primeira ação da Companhia apresentada às prefeituras foi a mudança no

Programa Parceria com Municípios. As obras na modalidade Autoconstrução, os

tradicionais mutirões, agora serão feitas por Administração Direta com

mão-de-obra contratada pelas prefeituras. Para isso, a CDHU vai

complementar recursos de acordo com o estágio das obras. Anunciada pelo

diretor técnico da CDHU, João Abukater Neto, a medida tem como objetivo

agilizar as construções em andamento e incentivar novas iniciativas para

contornar a crise financeira global. “Percebemos que a crise mundial afetou

a atividade econômica dos municípios. Os mutirões caíram de produção”,

disse Abukater Neto. “Com a mudança, além de dar rapidez ao processo de

construção, mais empregos serão gerados na localidade, movimentando a

economia”.

O Programa Cidade Legal, da Secretaria da Habitação, principal medida de

auxílio aos municípios para a regularização fundiária, também foi tema do

Encontro. O programa oferece equipes técnicas às prefeituras para

auxiliá-las na regularização e averbação de imóveis. “A regularização

depende muito do empenho dos prefeitos. Um cidadão que tem muito

patrimônio, com uma ou outra coisa irregular, até consegue levar a vida.

Agora, aquele que tem só a casinha onde mora, enquanto ele não recebe o

documento da moradia, não dorme um sono tranqüilo. Podem ter certeza,

entregar uma escritura na mão de um cidadão de seu município, não tem

preço”, disse o deputado estadual Jonas Donizette, se dirigindo aos

prefeitos.

Outro importante dispositivo para facilitar a regularização fundiária

que foi apresentado aos prefeitos é a redução de taxas cartoriais para o

primeiro registro de imóveis de Interesse Social, proporcionada pela Lei

13.290. Aprovada na Assembléia Legislativa em dezembro de 2008, a Lei dos

Emolumentos, como ficou conhecida, derrubou o custo do registro das

moradias, que poderia chegar a R$ 2.300,00, para R$ 192,60.

O “Sistema de Gestão de Pleitos Habitacionais”, uma ferramenta online

disponibilizada às prefeituras para o envio de solicitações diretamente à

Secretaria da Habitação, fechou a série de palestras da equipe técnica da

CDHU. O secretário Lair Krähenbühl, lembrou que o prefeito não terá mais a

necessidade de se deslocar até a cidade de São Paulo para pedir a

construção de conjuntos. “Apesar da Internet, quero dizer que ainda vou

receber vocês pessoalmente. O sistema só dará mais agilidade ao processo.

Quando os senhores chegarem aqui na Secretaria para pedir conjuntos, minha

equipe já estará dando andamento”, disse o secretário.

Repercussão do Encontro:

Águas da Prata

“Nós vamos aderir ao Programa Cidade Legal. Com isso vamos beneficiar

diretamente centenas de famílias que residem em dois empreendimentos

construídos pela CDHU”, disse o prefeito Samuel da Silva Binati.

Águas de Lindóia

“A Secretaria da Habitação e a CDHU possuem os recursos necessários para

ajudar a população mais carente. Esse encontro é oportuno porque podemos

conhecer a visão política que o secretário possui no que diz respeito à

habitação popular”, disse o prefeito Martinho Antonio Mariano.

Atibaia

“Espero que este evento abra portas para conseguirmos o maior número de

casas possíveis para Atibaia. Nos últimos 20 anos apenas 200 casas da CDHU

foram construídas no município”, disse o prefeito José Bernardo Denig.

Caconde

“A mudança do regime de Autoconstrução para empreitada é muito bom. A

cidade vai receber mais recursos para a contratação do pedreiros e compra

de materiais, isso vai fortalecer a economia municipal”, disse o prefeito

Antônio Carlos de Faria.

Casa Branca

“A mudança na modalidade, além da geração de empregos, vai implicar na

melhoria das construções. Se for contratada uma empresa conhecida, a

qualidade das edificações será bem melhor”, disse o prefeito Aparecido

Antonio Sati.

Conchal

“Para a minha cidade, o Programa Cidade Legal terá uma importância

fundamental para ajudar a população de baixa renda. Assinamos o protocolo

de intenções para beneficiar diretamente 100 famílias do bairro Vivaldini”,

disse o prefeito Orlando Caleffi Junior.

Cordeirópolis

“Vamos aderir ao Cidade Legal para regularizar loteamentos antigos, como

o Bairro do Cascalho. Além disso, estamos em contato com a CDHU para

construir novas moradias. Há 17 anos não se constrói casas populares e o

déficit habitacional do município é de cerca de 1,5 mil imóveis”, disse o

prefeito Carlos Cezar Tamiazo.

Cosmópolis

“Queremos conhecer os programas habitacionais e verificar o que melhor

atende nosso município. Há dois anos atrás, tínhamos um déficit de 1,6 mil

moradias. Nós temos área disponível para construção de cerca 500 casas. Já

assinamos convênio com o Cidade Legal que está nos ajudando a regularizar

cerca de 1,5 mil moradias”, disse o prefeito de Cosmópolis, Antônio

Fernandes Neto.

Elias Fausto

“Nestes tempos de crise, será muito bom para oferecer à população

emprego dentro do próprio município. As cidades pequenas especialmente têm

essa carência e o contratação de empresa para executar as obras vai

minimizar esse problema”, disse o prefeito Cyro da Silva Maia.

Espírito Santo do Pinhal

“Pretendemos fazer 500 casas em dois anos. No passado já fizemos três

mil moradias e esperamos fazer muito mais”, disse o prefeito Paulo Klinger

Costa.

Iracemápolis

“A Secretaria da Habitação e a CDHU poderá contar sempre com

Iracemápolis no que diz respeito a parcerias para buscar soluções para a

população de baixa renda”, disse o prefeito Fábio Francisco Zuza.

Itobi

“As prefeituras passarão a receber verba adicional para a construção do

conjunto por empreitada. O sucesso vai agora depende da administração

municipal. Uma prefeitura boa saberá utilizar os recursos de forma

correta”, disse o prefeito Alexandre Toribio.

Jarinu

“As parcerias são muito importante para a nossa cidade. Assinamos o

Cidade Legal recentemente e estamos analisando propostas e formas viáveis

para a regularização das propriedades municipais”, disse a prefeita Maria

de Fatíma Moura Lorencini.

Monte Mor

“Contratamos uma consultoria para levantar as necessidades de habitação

do município. Até agora já identificamos um déficit de pelo menos duas mil

moradias e problemas de regularização. Vamos buscar o apoio do programa

Cidade Legal para obter resultados com rapidez e de forma menos

burocrática”, disse o prefeito Rodrigo Maia Santos.

Piracaia

“Piracaia não tem nenhum conjunto construído pelo governo estadual.

Temos interesse em fazer um projeto habitacional com a CDHU. Além disso,

pretendemos regularizar 54 loteamentos irregulares espalhados pela cidade,

entre zona rural e urbana, com o Programa Cidade Legal, que está trâmite na

Câmara”, disse a prefeita Fabiane Cabral Santiago.

Rafard

“Estamos participando para colher informações sobre regularização. Os

terrenos doados pela usina União São Paulo estão com pendências e enquanto

a matrícula não for retificada não conseguimos captar recursos para

construção de casas. Há 17 anos não se constróem conjuntos no município e

estamos atualizando os dados sobre o déficit habitacional para avaliar a

necessidade de novas moradias”, disse o prefeito Marcio Minamioka.

Santa Cruz das Palmeiras

“Além da falta de moradia, também sofremos com a vinda de trabalhadores

de outros estados. Nosso déficit chega a 800 moradias. Estamos construindo

170 casas no sistema de mutirão e temos uma equipe que acompanha de perto o

trabalho dos mutirantes. Viemos ouvir a explicação sobre as mudanças”,

disse o prefeito Agostinho Deperon.

Santa Maria da Serra

“Estamos aqui buscando informações sobre os programas habitacionais

estaduais e sobre o Programa Cidade Legal. Dentro dos próximos dias

pretendemos formalizar o convênio do programa para regularizar cinco

conjuntos com cerca de 200 residências”, disse o prefeito Josias Zani Neto.

Santo Antônio de Posse

“Temos um déficit de 1,2 mil moradias e queremos fazer pelo menos 300

casas nesta gestão. No encontro, percebemos a preocupação do secretário

Lair Krähenbühl em ajudar as prefeituras. As novidades apresentadas vão

facilitar a execução dos nossos projetos. Já aderimos ao Cidade Legal e

acreditamos que dentro de seis a oito meses estaremos regularizando os

lotes”, disse o prefeito Norberto de Olivério Júnior.

São João da Boa Vista

“Encontros como esse são importantes para orientar as prefeituras em

como criar oportunidades para dar acesso à casa própria. O poder público

deve buscar soluções concretas e efetivas para erradicar o déficit

habitacional”, disse o prefeito Nelson Mancini Nicolau.

São José do Rio Pardo

“Há um passivo habitacional muito grande no município. A construção de

um conjunto habitacional por administração direta da prefeitura permite

mais agilidade na obra e um acompanhamento adequado”, disse o prefeito João

Luis Soares da Cunha.

Tapiratiba

“O encontro tem uma importância significativa porque estamos conhecendo

a política habitacional do governo paulista e os assuntos que estão sendo

abordados hoje, como o programa “Cidade Legal”; a Lei de Emolumentos, e o

“Sistema de Gestão de Pleitos Habitacionais”, disse o prefeito João Carlos

de Oliveira.

Tuiuti

“A casa própria é um sonho para todos. Principalmente para as pessoas

mais carentes. É importante fazer uma estrada, uma ponte, mas uma habitação

é muito mais importante”, disse o prefeito Almir de Lima.

Vargem Grande do Sul

“Não temos conjuntos irregulares na cidade, mas o déficit do nosso

município é de cerca de 2 mil casas. Estamos construindo 106 casas e

pleiteamos a construção de mais 300. Hoje , conhecemos as novidades

trazidas pelo secretário para a área da habitação”, disse o prefeito

Amarildo Duzi Moraes.

Vinhedo

“O município realiza um grande esforço para viabilizar a construção de

moradias populares. Reuniões como essa são muito importantes para estipular

exatamente o que devemos fazer, como devemos fazer e o que ganharemos

agindo sob parâmetros bem definidos”, disse o prefeito Milton Serafim.

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