Requerimento cita processo judicial sob segredo de Justiça e pede apuração de possível quebra de decoro parlamentar
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A vereadora Guida Calixto (PT) protocolou um pedido de abertura de Comissão Processante (CP) contra o vereador Arnaldo Salvetti (MDB) na Câmara Municipal de Campinas. O requerimento tem como base um processo judicial que tramita sob segredo de Justiça e envolve acusações de violência contra uma mulher. Caso a comissão seja instaurada e conclua pela existência de quebra de decoro parlamentar, o procedimento poderá resultar na cassação do mandato.
Segundo Guida Calixto, o pedido foi apresentado após ela ter acesso aos autos do processo judicial, que, de acordo com a parlamentar, contém documentos e provas suficientes para justificar a abertura de uma investigação político-administrativa pela Câmara. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a vereadora afirmou que o caso é “muito grave” e defendeu que o Legislativo apure os fatos.
A investigação teve origem em uma ocorrência registrada em junho de 2025. Na ocasião, uma mulher informou à Polícia Militar que mantinha um relacionamento extraconjugal com Arnaldo Salvetti e que o procurou para conversar sobre o futuro da relação. Conforme o boletim de ocorrência registrado na época, durante a discussão a mulher relatou ter sido contida fisicamente por uma funcionária do vereador e afirmou que um soco teria sido desferido por essa funcionária. Ela recebeu atendimento médico, mas não prestou depoimento formal naquele momento.
O caso foi investigado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, onde tramita sob segredo de Justiça. Em razão do sigilo, não é possível confirmar publicamente quais condutas foram atribuídas diretamente ao vereador, quais crimes teriam sido investigados ou se houve denúncia apresentada pelo Ministério Público.

O pedido de Comissão Processante ainda passará pela análise da Procuradoria da Câmara. Se considerado apto do ponto de vista jurídico, deverá ser lido e submetido à votação dos vereadores na sessão prevista para o dia 3 de agosto, após o recesso parlamentar.
Caso a maioria do plenário aprove a abertura da CP, será formada uma comissão para conduzir a investigação. O vereador Arnaldo Salvetti terá direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo apresentar sua versão dos fatos, documentos e testemunhas. Ao final dos trabalhos, a comissão poderá recomendar o arquivamento do caso ou a cassação do mandato, cabendo a decisão final ao plenário da Câmara.
Até o momento, Arnaldo Salvetti não havia se manifestado publicamente sobre o pedido de Comissão Processante. Caso apresente posicionamento, a manifestação deverá ser publicada na íntegra.




