
Será decidido hoje em segunda instância pela Justiça Trabalhista o destino do Brinco de Ouro, que é alvo de uma disputa entre as empresas Magnum e Maxion Empreendimentos. A Magnum fez uma proposta aceita pelo Guarani, mas a Maxion arrematou o Brinco em um leilão que acabou sendo posteriormente anulado pela Justiça. O julgamento será a partir das 13h no Tribunal Regional de Trabalho.
A sustentação oral pelo Guarani será feita pelo próprio presidente do clube, Horley Senna, que também é advogado. Havia informações de que o clube estava sem dinheiro para contratar um escritório de advocacia.
Segundo Palmeron, a decisão deve ser definitiva para essa fase do processo, mas também há outras ações correndo na Justiça, inclusive uma da Prefeitura de Campinas.
Lembre o caso
Em julho de 2015, a juíza Ana Cláudia Torres Vianna decidiu pela anulação do leilão do Estádio Brinco de Ouro. A magistrada cancelou a hasta pública (ato processual pelo qual se vendem bens penhorados) vencida pela Maxion Empreendimentos Imobiliários em 30 de março. As principais justificativas são o valor bem abaixo da avaliação do mercado e a falta de abertura de lances para outras empresas.
Com isso, a magistrada automaticamente aceitou a proposta feita pela Magnum, de Roberto Graziano. O empresário ficaria responsável, a partir do pagamento de R$ 105 milhões combinados em audiência pública, por todas as dívidas trabalhistas e também o patrimônio.
A decisão divulgada satisfez a vontade de Guarani e credores, duas das partes mais interessadas no processo, mas desagradou a Maxion, que a princípio recorreu em segunda instância para recuperar poderes sobre o Brinco de Ouro. Com a Magnum, o clube deve ter um parceiro que promete investir mensalmente R$ 350 mil no futebol pelo período de dez anos e ajudará na construção de uma nova arena, com capacidade para 12 mil pessoas, além de um centro de treinamento e uma sede social. A área do Brinco deverá dar lugar a edifícios e um centro comercial.




