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quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Moda coreana – arte e tradição

Data:

Abertura: 7 de julho, às 19h30, só para convidados

Visitação: 8 a 26 de julho

O Museu da Casa Brasileira, instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, e The Korea Fashion & Culture Association, com o apoio do Consulado Geral da República da Coréia, realizam a mostra “Moda coreana – arte e tradição” com 50 peças – vestimentas tradicionais hanbok para um casal de noivos e duas para crianças, e outras 46 de estilistas contemporâneos. Além das peças, a exposição apresenta um desfile virtual com criações concebidas a partir de um software que permite ao estilista realizar todo o processo de confecção. O evento faz parte das comemorações pelos 50 anos das relações Brasil-Coreia do Sul e visa estimular o intercâmbio cultural entre os dois países. O público brasileiro terá a oportunidade de conhecer a cultura de moda contemporânea que se originou da beleza e elegância do hanbok e seus mais de 2.000 anos de história.

Ao longo dos séculos, o hanbok sofreu poucas alterações. Seus primórdios remontam ao período dos Três Reinos – Silla, Goguryeo e Baekje -, entre 57 a.C. e 660 d.C. Nessa época, os homens usavam jeogori (jaqueta), baji (calças) e durumagi (sobretudo), chapéu, cinto e sapatos. As mulheres usavam jeogori (uma jaqueta curta) com duas fitas compridas que eram atadas para formar um otgoreum (nó), uma saia longa e volumosa, atada em redor de uma cintura alta, chamada tchima, um durumagi com beoseon (soquetes de algodão branco) e sapatos em forma de canoa. A vestimenta possui traços limpos. É leve, confortável e colorida, adapta-se às formas e movimentos de quem a veste, criando um conjunto de fluidez e elegância. Por isso, é conhecido como “traje do vento”.

Ainda hoje, o hanbok tradicional é usado em datas especiais como os feriados lunares de Novo Ano e Chuseok (Ação de Graças) e festas familiares como Hwangap, que marca o 60º aniversário de uma pessoa. Na exposição, há quatro exemplares de hanbok: dois utilizados em cerimônias de casamento e dois infantis, remontando à Coreia tradicional. Com a entrada de roupas ocidentais no país durante a Guerra da Coreia (1950-53), e durante a rápida industrialização nos anos 60 e 70, o hanbok foi considerado não apropriado para o uso casual. Entretanto, a identificação dos coreanos com o traje é tão intensa que resultou em sua reinvenção e reincorporação em estilos mais modernos e fáceis de usar. A Coreia tradicional do hanbok é fonte de inspiração para as 46 peças dos estilistas Choi Hyun-sook, Kim Hye-kyung, Lee Ki-hyang, Geum Key-sook e Kim Hye-soon.

Choi Hyun-sook – Curadora da exposição, a estilista baseou sua coleção em dois temas. Um é a representação de histórias pessoais em forma de roupas. “Expresso em três gerações o que existe de comum entre minha avó, minha mãe e eu mesma. É o que foi preservado no processo de modernização da Coreia”, diz Choi Hyun-sook. O outro tema é a beleza das artes tradicionais de seu país. “Depois de viajar e viver no exterior, fiquei ainda mais fascinada pela herança coreana”, conta ela. Com um passado de experiência com materiais, usando plástico, imagens de fotos, acrilico, borracha e vidros, a estilista se voltou à fabricação tradicional, com suas linhas, cores, detalhes e técnicas. “Agora minha semelhança com minha avó e mãe vai muito além de nossos rostos. Como mulheres coreanas, nós dividimos a beleza da Coreia através das gerações. Eu espero representar isto na arte da moda”.

Kim Hye-kyung – Enfatiza, em seu trabalho, aspectos que realçam a cultura coreana e que são atraentes para as pessoas em todo mundo. A origem de sua inspiração são as estilizadas linhas e cores coreanas. “Adapto o que vejo na natureza em imagens as mais coreanas possíveis”, afirma ela. “Ao projetá-las em uma silhueta e em cores básicas, elas se transformam em múltiplas estampas e cores fantásticas. Busco os estilos mais naturais nas linhas mais simples, organizadas e inocentes da cultura coreana, e as utilizo na criação de peças elegantes.”

Lee Ki-hyang – “Descobri o Budismo quando retornei à Coreia após estudar 7 anos nos Estados Unidos. Minha prática budista levou-me a perceber que todos têm a essência de Buda. Cada um de nós é inteiro e completo exatamente do jeito que é”, diz ela. “Desde que encontrei essa filosofia, tento incorporar a espiritualidade e a qualidade da beleza física na criação de uma arte para vestir. Minha intenção é que meu trabalho desperte alegria, sabedoria e bondade amorosa. Acredito que nós artistas devemos tentar iluminar o público com nossas criações.”

Geum Key-sook – Professora do Departamento de Arte Têxtil & Desenho de Moda, Faculdade de Belas Artes, Hongik University. “Qual a moda ideal? Quais aspectos poderiam oferecer prazer estético ao corpo e à mente de quem a veste? Há moda atemporal? Ela pode ser apreciada para além de seu tempo? Há alguma maneira de conciliar as exigências de uma moda artística e econômica?”, indaga ela. “Os sonhos de integração entre moda e arte, que flutuam no nosso mundo fantástico e virtual, tornam-se realidade sob o título de Arte da Moda, contemplando basicamente três aspectos: as pessoas e o meio ambiente, o corpo humano e a moda, moda e arte. Exploro a função e o signigicado das conexões: entre o corpo vestido com o funcionamento humano, da arte-para-vestir com a cultura e da arte-para-vestir com o meio ambiente.”

Kim Hye-soon – Dedica-se ao trabalho com o hanbok tradicional, através de pesquisa e recriação de peças clássicas do vestuário coreano. É editora da revista Monthly Beauty, diretora da Korea Clothing Science Foundation e presidente da Kim Hyesson Hanbok. Seu trabalho contribui para a divulgação do hanbok e da cultura tradicional coreana em países como China, Japão, Estados Unidos, Rússia e França.

The Korea Fashion & Culture Association, fundada em 1996, já fez exposições nos Estados Unidos, na Dinamarca, na Alemanha, em Hong Kong e na China.

Brasil e Coreia do Sul estabeleceram relações diplomáticas em 1959, e desde então o relacionamento de amizade e cooperação entre os dois países tem progredido continuamente. Há 46 anos teve início a imigração coreana para o Brasil. As relações se fortaleceram ainda mais com a troca de visitas dos presidentes dos dois paises em várias ocasiões. Com a abertura do mercado brasileiro em 1995, as relações coreanas de comércio e investimento com o Brasil foram intensificadas. No começo dos anos 2000, o intercâmbio comercial entre os dois países chegou ao patamar de US$2,8 bilhões e o investimento coreano no Brasil atingiu cerca de US$1 bilhão. O Brasil é o maior parceiro comercial e de cooperação econômica da Coreia do Sul na América Latina.

Serviço:

Exposição: “Moda coreana – arte e tradição”

Abertura: 7 de julho, às 19h30

Visitação: de 8 a 26 de julho, de terça a domingo, das 10h às 18h

Workshop:

Site: www.mcb.org.br

Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2705 – Tel. 11 3032-3727 Jardim Paulistano São Paulo

Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes: R$ 2,00 Gratuito domingos e feriados

Acesso para pessoas com deficiência.

Visitas orientadas: 3032-2564 agendamentomcb@terra.com.br

Estacionamento: R$ 12,00 no dia da abertura; de terça a sábado até 30 min. grátis, até 2 horas R$ 8,00, demais horas R$ 2,00. Domingo: preço único de R$ 10,00.

Classificação indicativa: livre

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