Por Mariana Dorigatti
Oswaldo Bartoloni é morador de Sousas há 25 anos e sempre utilizou os serviços do Posto de Saúde da região para problemas simples. Mas recentemente esteve com pneumonia e, quando procurou por atendimento levou um susto, só havia horário para outubro. O mesmo aconteceu quando tentou uma consulta na unidade de Joaquim Egídio.
Segundo a enfermeira Maria Flávia Minguini, o movimento no Centro de Saúde caiu muito por conta da nova gripe, já que as pessoas têm medo de contrair a doença nestes locais. Portanto mesmo com poucos pacientes, as consultas são agendadas para depois, e o real motivo é a falta de médicos.
Em alguns dias não há nenhum clínico geral no Centro de Saúde de Sousas para atender a população. Em Joaquim Egídio, não havia pediatra, e os pacientes precisaram ser transferidos para Sousas, onde encontravam horários reservados. Segundo a coordenação do Centro de Saúde de Sousas, as transferências não atrapalharam e nem tumultuaram a unidade.
Gripe
Na primeira quinzena de agosto foram prescritas duas receitas de Tamiflu para pacientes com suspeita de gripe h1n1 no Centro de Saúde de Joaquim Egídio. Segundo o coordenador da unidade, André Cunha Ribeiro, é muito difícil identificar se os casos são da nova gripe, pois os sintomas são muito parecidos.
Mas todo o cuidado está sendo tomado em relação à pacientes com sintomas de gripe comum. Eles são instruídos a ir até o Centro de Saúde diariamente para acompanhar se houve melhora ou piora dos sintomas, e se o médico avaliar que a situação se agrava, o paciente é encaminhado a um pronto socorro.
A máscara hospitalar é item indispensável para médicos e funcionários do centro de saúde, além de pessoas com sintomas de gripe.
Existe uma atenção especial para gestantes, que são orientadas a colocar a máscara hospitalar assim que entram no centro de saúde, mesmo que estejam a procura de qualquer outro tipo de atendimento médico, como ginecológico ou dentário.
Para informar a população, os Centros de Saúde de Sousas e de Joaquim Egidio colocaram cartazes nas paredes com avisos e recomendações que recebem da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde).




