
Medicamento de ação prolongada será fornecido a crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e a pessoas com 70 anos ou mais, conforme critérios clínicos e prescrição médica.
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As farmácias dos Centros de Saúde de Campinas passaram a disponibilizar insulina glargina, medicamento de ação prolongada utilizado no tratamento do diabetes. A distribuição integra uma estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao medicamento em grupos específicos de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesta etapa, o fornecimento contempla crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A substituição da insulina humana NPH pela glargina não é automática e depende de avaliação clínica e prescrição médica.
Quem tem direito à insulina glargina?
De acordo com os critérios informados para a distribuição, podem ser contemplados:
- Crianças e adolescentes: de 2 a 17 anos, com diabetes mellitus tipo 1.
- Pessoas idosas: com 70 anos ou mais, diagnosticadas com diabetes mellitus tipo 1 ou tipo 2.
Para retirar o medicamento, é necessário apresentar prescrição médica válida e atender aos critérios estabelecidos para o fornecimento. A decisão de substituir a insulina NPH deve ser tomada pelo profissional de saúde, considerando as condições clínicas e o tratamento de cada paciente.
Além da insulina, os pacientes contemplados recebem uma caneta reutilizável para aplicação, com vida útil prevista de três anos, e agulhas para administrar o medicamento conforme a dose prescrita.
Diferenças entre as insulinas
A insulina NPH tem ação intermediária, enquanto a glargina é uma insulina basal de ação prolongada. Dependendo da prescrição e das necessidades individuais, a glargina pode ser administrada uma vez ao dia.
A frequência e a dose, porém, devem ser definidas pelo médico. A troca não deve ser feita por iniciativa do paciente, pois pode exigir ajustes no tratamento e acompanhamento dos níveis de glicose no sangue.
Pacientes atendidos pela Farmácia de Alto Custo
Pessoas que já recebem insulina glargina pelas Farmácias de Alto Custo devem continuar retirando o medicamento nessas unidades, conforme a orientação divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde. A ampliação da distribuição nos Centros de Saúde não implica transferência automática desses pacientes para a rede municipal.
A estratégia também prevê orientações específicas para jovens que completaram 18 anos durante a implantação, permitindo a continuidade do tratamento com glargina já estabelecido, conforme as regras federais.
A orientação aos pacientes é manter a receita atualizada e confirmar a disponibilidade do medicamento antes de se deslocar à unidade de saúde. A insulina utilizada atualmente não deve ser substituída sem avaliação e orientação médica.


