Prisão de ex-presidente do banco amplia desgaste político e pressiona alianças eleitorais na reta de definição das chapas

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A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, na Operação Compliance Zero, intensificou o desgaste político do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e passou a impactar diretamente sua viabilidade como candidato ao Senado. Nos bastidores de Brasília, lideranças políticas já tratam seu nome como fator de risco em meio às negociações para formação de chapas.
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Relatos de articulações políticas indicam que o ambiente eleitoral no Distrito Federal se deteriorou para Ibaneis após o avanço das investigações envolvendo o BRB e o Banco Master. A repercussão do caso já atinge aliados, incluindo o grupo da atual governadora Celina Leão (PP), onde há avaliação de que a associação com o ex-governador pode comprometer o desempenho eleitoral.
Isolamento político e ruptura de alianças
O cenário se agravou com o afastamento do Partido Liberal, que integra a base local, mas passou a priorizar outras candidaturas ao Senado, como as de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. O movimento é interpretado como sinal de que o projeto político de Ibaneis perdeu espaço dentro da aliança.
Nos bastidores, interlocutores relatam que a presença do ex-governador passou a ser vista como elemento de desgaste em negociações partidárias, especialmente em um momento de consolidação de palanques e definição de candidaturas.
Investigação e pressão da oposição
O foco da crise está na atuação de Ibaneis durante o processo de aproximação entre o BRB e o Banco Master. Segundo apurações, ele teria defendido politicamente a operação, mesmo diante de alertas contrários. Mensagens atribuídas a Paulo Henrique Costa e ao banqueiro Daniel Vorcaro indicariam preocupação prévia com críticas públicas ao negócio.
A oposição passou a explorar o caso como linha de ataque político, associando diretamente o ex-governador às decisões que levaram ao escândalo. A frase “Paulo Henrique não operou sozinho. Ibaneis deve explicações” passou a circular entre adversários, reforçando a tentativa de ampliar o desgaste.
Defesa nega interferência
A defesa de Ibaneis Rocha afirma que ele não teve ingerência nas operações do banco. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro declarou que o ex-governador “não acompanhava, não pressionou e tampouco teve qualquer ingerência” nas decisões do BRB, sustentando que a gestão técnica da instituição tinha autonomia.
Apesar da linha jurídica, o impacto político do caso segue em evolução. Avaliações internas de partidos indicam que o desgaste de imagem pode influenciar diretamente na composição das chapas e na definição final de candidaturas ao Senado no Distrito Federal.




