Ferran Torres marca o gol do título encerra jejum de 16 anos da seleção espanhola e impede o tetracampeonato argentino na despedida de Lionel Messi dos Mundiais
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A Espanha voltou ao topo do futebol mundial ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA), e conquistou o segundo título de sua história na Copa do Mundo. O gol da vitória foi marcado pelo atacante Ferran Torres, no segundo tempo do tempo extra, encerrando um jejum de 16 anos desde a conquista do Mundial de 2010, na África do Sul.
A conquista foi acompanhada de perto por ex-jogadores que fizeram parte da geração campeã de 2010. Nomes como Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta e Joan Capdevila estiveram presentes no estádio para testemunhar a nova conquista espanhola. Iniesta, autor do gol do título em 2010, viu Ferran Torres assumir o papel de herói da nova geração.
Com o resultado, a Espanha entra para o grupo das seleções bicampeãs mundiais e reforça a força de um elenco jovem, comandado pelo técnico Luis de la Fuente. A equipe chega embalada para o próximo ciclo, tendo como destaques atletas como Lamine Yamal, Pedri, Gavi, Nico Williams, Rodri e Marc Cucurella, muitos deles ainda com idade para disputar a Copa de 2030.
A final foi marcada pelo amplo domínio espanhol durante praticamente toda a partida. Desde os primeiros minutos, a equipe controlou a posse de bola, pressionou a saída argentina e criou as melhores oportunidades. Ainda no primeiro tempo, Lamine Yamal, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal e Marc Cucurella levaram perigo ao gol defendido por Emiliano “Dibu” Martínez, que fez importantes defesas para manter o placar zerado.
A Argentina encontrou muitas dificuldades para superar a marcação espanhola e terminou a primeira etapa sem finalizar ao gol. O desempenho contrastou com a campanha da equipe durante o torneio e evidenciou a superioridade da Fúria na decisão.
No segundo tempo, a pressão aumentou. Alex Baena, Dani Olmo, Ferran Torres e Pau Cubarsí obrigaram Dibu Martínez a trabalhar em diversas oportunidades. O goleiro argentino foi o principal responsável por impedir que a Espanha abrisse vantagem no tempo regulamentar.
A situação da Argentina ficou ainda mais complicada nos acréscimos da etapa final. O volante Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após falta dura sobre Cubarsí e foi expulso, deixando os argentinos com um jogador a menos para a prorrogação.
Mesmo com vantagem numérica, a Espanha encontrou resistência. Um gol de Nico Williams chegou a ser anulado por falta na origem da jogada, e outras oportunidades pararam nas defesas de Dibu Martínez.
A insistência espanhola foi premiada logo no início do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro cruzou da direita, Nico Williams escorou para trás e Ferran Torres apareceu livre para finalizar de primeira, vencendo o goleiro argentino e marcando o gol que decidiu a final.
Após sofrer o gol, a Argentina passou a atacar de forma mais intensa. Lionel Messi participou das principais investidas da equipe, criando duas oportunidades perigosas. Em uma delas, cruzou fechado obrigando Unai Simón a intervir; na outra, acertou um forte chute que desviou na defesa espanhola. Nos minutos finais, os argentinos pressionaram em bolas paradas, mas não conseguiram evitar a derrota.
Além do título, a Espanha estabeleceu marcas importantes. A seleção passou a ostentar uma sequência de 38 partidas sem derrota, superando o recorde anterior da Itália, e tornou-se a primeira nação a reunir simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino, já que as espanholas conquistaram a Copa do Mundo Feminina em 2023.
Outro destaque da campanha foi Lamine Yamal. Aos 19 anos, o atacante tornou-se um dos mais jovens campeões mundiais da história e consolidou seu protagonismo como principal nome da nova geração espanhola.
Para a Argentina, a derrota adiou o sonho do tetracampeonato e marcou a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Aos 39 anos, o camisa 10 encerra sua trajetória em Mundiais com o título conquistado em 2022, dois vice-campeonatos (2014 e 2026) e lugar entre os maiores artilheiros da história da competição.
O bicampeonato confirma a renovação do futebol espanhol e consolida uma equipe que alia juventude, qualidade técnica e consistência. Com grande parte do elenco ainda em início de carreira, a Espanha desponta desde já como uma das principais favoritas para a Copa do Mundo de 2030, quando será uma das sedes do torneio.




