
Segundo a Polícia Militar, homem de 38 anos era procurado pela Justiça por suspeita de envolvimento com organização que fabricava armas ilegalmente em Santa Bárbara d’Oeste
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Por Sandra Venancio – Jornal Local
Um homem de 38 anos foi preso nesta quinta-feira (17), em São João da Boa Vista, durante uma operação do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Segundo a Polícia Militar, ele era procurado pela Justiça por suspeita de envolvimento com a fábrica clandestina de fuzis descoberta em Santa Bárbara d’Oeste.
A prisão ocorreu após informações repassadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). Os policiais localizaram o suspeito dentro de um escritório de advocacia na região central da cidade.
De acordo com a investigação, o mandado de prisão está relacionado a suspeitas dos crimes de organização criminosa armada e comércio ilegal de armas.
A fábrica clandestina foi descoberta em 21 de agosto, durante uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar, em Santa Bárbara d’Oeste.
No imóvel, os agentes apreenderam 80 fuzis do tipo AR-15 em fase de finalização, além de peças, componentes e equipamentos que, segundo as investigações, eram utilizados na fabricação dos armamentos.
De acordo com a Polícia Federal, a empresa mantinha aparência de atividade regular e se apresentava como fabricante de peças destinadas à indústria da aviação. As investigações, porém, apontaram que o local também era utilizado para a produção ilegal de armas.
Ainda segundo a investigação policial, os armamentos produzidos clandestinamente tinham como destino organizações criminosas que atuam nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Depois da prisão, o homem foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal em Campinas, onde permaneceu à disposição da Justiça.
A investigação deverá apurar a participação individual do suspeito na estrutura apontada pelas autoridades e sua eventual ligação com a fabricação e comercialização ilegal dos armamentos.
A prisão ocorreu no âmbito das investigações relacionadas à fábrica clandestina, mas a existência de um mandado de prisão e a suspeita investigada não representam, por si só, condenação definitiva.


