Horário eleitoral começa nesta sexta com Lula com maior tempo que Flávio Bolsonaro

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Propaganda gratuita segue até 1º de outubro; Lula terá 5min31s por bloco e Flávio Bolsonaro, 4min20s

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A eleição presidencial de 2026 entra nesta sexta-feira (28) em uma nova fase com o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A propaganda do primeiro turno será exibida até 1º de outubro, três dias antes da votação, marcada para 4 de outubro.

Na disputa presidencial, Lula (PT) terá o maior tempo de televisão, com 5 minutos e 31 segundos por bloco. Flávio Bolsonaro (PL) terá 4 minutos e 20 segundos. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 2 minutos e 2 segundos, e Augusto Cury (Avante), com 35 segundos.

Os programas presidenciais terão 12 minutos e 30 segundos por bloco, distribuídos entre as candidaturas que atendem aos critérios da legislação eleitoral.

Além dos programas em rede, as campanhas terão inserções de 30 e 60 segundos espalhadas pela programação das emissoras. Na divisão divulgada, a coligação de Lula terá 433 inserções, o PL ficará com 339, o PSD com 159 e o Avante com 47.

Por que Lula tem mais tempo?

A distribuição não é feita de acordo com as pesquisas eleitorais. O cálculo considera principalmente a representação dos partidos e federações na Câmara dos Deputados, conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Por isso, candidaturas apoiadas por partidos com bancadas maiores conseguem mais espaço na televisão.

Quem não terá horário eleitoral?

Candidatos de partidos que não cumprem os critérios da cláusula de desempenho ficam sem propaganda em rede. Entre eles estão Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Isso não impede essas candidaturas de fazer campanha, mas reduz sua exposição na televisão e aumenta a importância das redes sociais, debates, entrevistas e eventos.

Nova fase da campanha

O início do horário eleitoral muda a estratégia dos candidatos. Lula terá a maior exposição e poderá utilizar mais tempo para apresentar resultados e propostas. Flávio Bolsonaro terá a segunda maior faixa e deverá disputar diretamente o eleitorado de oposição ao governo.

Caiado e Cury terão menos tempo e precisarão utilizar seus minutos de forma mais concentrada. A partir de agora, a disputa eleitoral ganha uma nova arena: rádio e televisão, além das redes sociais.

Para o eleitor, a principal recomendação é comparar as propostas, verificar os dados apresentados e observar não apenas os ataques aos adversários, mas também quanto custará cada promessa e como o candidato pretende colocá-la em prática.

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