Jiang Xueqin projeta nova ordem mundial e questiona futuro da globalização

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Formado em Yale, analista defende que o modelo de integração econômica global está sendo substituído por blocos tecnológicos e geopolíticos, em cenário de crescente rivalidade entre as grandes potências

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O educador e analista Jiang Xueqin, formado pela Universidade Yale, tem chamado atenção ao defender que a globalização, como predominou nas últimas décadas, estaria chegando ao fim. Em suas análises, baseadas em teoria dos jogos, geopolítica e padrões históricos, ele argumenta que o mundo caminha para uma nova configuração internacional marcada pela competição tecnológica, pela regionalização das cadeias produtivas e pela disputa entre grandes potências.

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Segundo Jiang, a rivalidade entre Estados Unidos e China acelerou um processo de fragmentação econômica que já vinha sendo observado após a pandemia de Covid-19 e os conflitos internacionais dos últimos anos. Na avaliação do analista, governos e empresas passaram a priorizar segurança estratégica, produção doméstica e redução da dependência de fornecedores estrangeiros.

Entre os cenários apontados por Jiang estão o fortalecimento de blocos econômicos regionais, a crescente utilização da inteligência artificial como instrumento de poder nacional, a disputa pelo domínio de semicondutores e tecnologias críticas e uma reorganização do sistema financeiro internacional, com maior uso de moedas nacionais em transações comerciais entre alguns países. Especialistas, porém, observam que o dólar continua sendo a principal moeda de reserva e de comércio global, embora existam iniciativas para diversificar meios de pagamento internacionais.

Outra tese apresentada por Jiang é a ascensão do chamado “tecnomarxismo”, expressão utilizada por ele para descrever um modelo em que o Estado exerce forte influência sobre empresas de tecnologia, dados e inteligência artificial. O conceito não é reconhecido como uma corrente consolidada na literatura acadêmica e é empregado pelo autor como uma interpretação própria das transformações em curso, especialmente na China.

O analista também sustenta que cadeias globais de produção tendem a ser substituídas por redes consideradas mais resilientes e politicamente alinhadas, enquanto questões como segurança nacional passam a influenciar decisões comerciais e industriais.

Pesquisadores de relações internacionais concordam que o mundo vive um período de transição geopolítica, mas divergem sobre a intensidade dessas mudanças. Muitos defendem que, embora haja um movimento de regionalização e aumento das tensões comerciais, a globalização não desapareceu. Em vez disso, estaria passando por uma reconfiguração, com novas formas de integração econômica e tecnológica.

As projeções de Jiang Xueqin representam uma interpretação sobre tendências internacionais e não constituem previsões confirmadas. O comportamento da economia global continuará dependendo de fatores como decisões políticas, evolução dos conflitos internacionais, inovação tecnológica e desempenho das principais economias do mundo.

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Sim. Abaixo estão retrancas em linguagem jornalística, apresentando os temas de forma contextualizada e baseada em informações conhecidas, distinguindo fatos de análises e cenários.

Estreito de Ormuz: o gargalo estratégico do petróleo mundial

O Estreito de Ormuz, localizado entre Omã e o Irã, é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Uma parcela significativa das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito passa diariamente pelo corredor, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Qualquer bloqueio ou conflito militar na região pode provocar forte alta nos preços da energia, elevar custos de transporte e pressionar a inflação em diversos países. Especialistas consideram a região um dos principais pontos de risco para a economia mundial.

O dólar continua dominante, mas os BRICS buscam alternativas

Apesar das discussões sobre a chamada “desdolarização”, o dólar permanece como a principal moeda utilizada nas reservas internacionais, no comércio exterior e nas transações financeiras globais. Nos últimos anos, entretanto, países do BRICS ampliaram acordos para utilizar moedas locais em parte do comércio bilateral, reduzindo a dependência da moeda norte-americana. Economistas avaliam que esse movimento representa uma diversificação gradual do sistema financeiro internacional, e não o fim imediato da hegemonia do dólar.

BRICS amplia influência econômica e geopolítica

Com a expansão do bloco, os BRICS passaram a reunir algumas das maiores economias e produtores de energia e alimentos do mundo. O grupo busca fortalecer mecanismos próprios de financiamento, ampliar o uso de moedas nacionais e aumentar sua influência em organismos internacionais. Analistas avaliam que a ampliação do bloco representa uma tendência de maior multipolaridade nas relações internacionais, embora existam diferenças econômicas e políticas entre seus integrantes.

Petróleo caro pode pressionar preços dos alimentos

O petróleo influencia diretamente os custos da agricultura e da distribuição de alimentos. Combustíveis mais caros elevam os gastos com máquinas agrícolas, fertilizantes, transporte e logística. Em cenários de conflitos prolongados ou interrupções na oferta de petróleo, especialistas alertam para o risco de aumento dos preços dos alimentos. Entretanto, a ocorrência de desabastecimento generalizado depende de fatores como produção agrícola, estoques, clima e políticas governamentais.

Água pode se tornar um dos maiores desafios deste século

A Organização das Nações Unidas alerta que a escassez de água tende a crescer em diversas regiões do planeta devido às mudanças climáticas, ao aumento populacional e ao consumo crescente. Países do Oriente Médio e do Norte da África estão entre os mais vulneráveis. A disputa por recursos hídricos já influencia políticas públicas, investimentos em infraestrutura e acordos internacionais.

Dessalinização garante abastecimento no Oriente Médio

Diante da escassez de água doce, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Israel e Catar investiram pesadamente em usinas de dessalinização da água do mar. A tecnologia tornou-se fundamental para o abastecimento urbano e industrial, embora exija elevado consumo de energia e altos investimentos. Novos projetos buscam reduzir custos por meio do uso de energia solar e outras fontes renováveis.

Energia está no centro das disputas geopolíticas

A segurança energética tornou-se prioridade para governos após a pandemia e os conflitos internacionais dos últimos anos. Petróleo, gás natural, urânio, terras raras e minerais críticos passaram a ser considerados ativos estratégicos. Diversos países aceleram investimentos em energias renováveis, energia nuclear e produção doméstica para reduzir dependências externas.

Migração internacional cresce com guerras e mudanças climáticas

Conflitos armados, crises econômicas, perseguições políticas e eventos climáticos extremos impulsionam o aumento dos fluxos migratórios em várias partes do mundo. Organismos internacionais apontam que milhões de pessoas foram deslocadas nos últimos anos. Especialistas também alertam que secas prolongadas, desertificação e elevação do nível do mar podem intensificar a chamada migração climática nas próximas décadas.

Crédito Social da China gera debates sobre privacidade

O Sistema de Crédito Social desenvolvido na China reúne diferentes iniciativas nacionais e locais para monitorar o cumprimento de leis, contratos e normas administrativas por cidadãos e empresas. O sistema não funciona como uma única plataforma nacional com uma pontuação única para toda a população, como muitas vezes é retratado. Parte das medidas envolve listas de pessoas e empresas inadimplentes ou que descumprem decisões judiciais. Críticos apontam riscos à privacidade e ao controle estatal, enquanto autoridades chinesas afirmam que o objetivo é aumentar a confiança nas relações econômicas e combater fraudes.

A nova disputa global é tecnológica

Além das questões militares e energéticas, a competição entre Estados Unidos e China concentra-se em inteligência artificial, semicondutores, computação quântica, telecomunicações e infraestrutura digital. Especialistas avaliam que o domínio dessas tecnologias poderá definir a liderança econômica e estratégica das próximas décadas, influenciando comércio, defesa, indústria e segurança cibernética.

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