Macron, Sánchez, Carney e dirigentes de outros países destacaram relações diplomáticas, comércio, meio ambiente e multilateralismo após a reeleição do presidente brasileiro.
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A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, no domingo (25), provocou manifestações de líderes políticos de diferentes regiões do mundo. Chefes de Estado, primeiros-ministros e representantes de organismos internacionais parabenizaram o brasileiro e apontaram possibilidades de cooperação em áreas como comércio, meio ambiente, relações diplomáticas e integração econômica.
O presidente da França, Emmanuel Macron, publicou uma mensagem nas redes sociais em que defendeu o aprofundamento das relações bilaterais. “A França e o Brasil têm muito a construir juntos”, escreveu. Macron também mencionou os desafios internacionais e a importância da parceria estratégica entre os dois países.
Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez celebrou o resultado eleitoral e relacionou a vitória de Lula ao cenário político internacional. “Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar”, declarou. A mensagem expressa a interpretação política de Sánchez sobre o resultado brasileiro e sua possível repercussão na disputa ideológica europeia.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, também felicitou Lula, destacando desafios compartilhados entre os países latino-americanos. A manifestação chama a atenção por partir de um dirigente de direita que mantém relações políticas com o presidente norte-americano Donald Trump. “Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos”, escreveu Noboa.
Na América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, estiveram entre os líderes que enviaram mensagens ao presidente reeleito. As manifestações reforçam a disposição declarada de manter o diálogo regional, embora os efeitos concretos dessa aproximação dependam de negociações e iniciativas posteriores.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, destacou a relação econômica entre os dois países e defendeu novas oportunidades comerciais. Em sua mensagem, citou o meio ambiente e a prosperidade como áreas de cooperação. O posicionamento abre espaço para acompanhar eventuais iniciativas relacionadas ao comércio bilateral e à agenda ambiental.
No Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi manifestou interesse em aprofundar a parceria estratégica com o Brasil. Entre os temas mencionados está a possibilidade de um acordo entre o Japão e o Mercosul, bloco econômico do qual o Brasil faz parte. O avanço de uma negociação desse tipo depende das tratativas diplomáticas e comerciais entre as partes.
A China, por meio de um comunicado de seu Ministério das Relações Exteriores, afirmou estar disposta a trabalhar com o Brasil para avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países. A declaração sinaliza a intenção de preservar a cooperação bilateral, em um contexto no qual as relações comerciais e os interesses estratégicos têm peso nas agendas dos dois governos.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também parabenizou Lula. Na mensagem, atribuiu a vitória ao reconhecimento dos brasileiros às qualidades de liderança do presidente e ao apoio à política de desenvolvimento socioeconômico e à defesa da soberania nacional.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por sua vez, destacou a democracia e o multilateralismo. “Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”, publicou. A manifestação aponta para a continuidade do diálogo entre o governo brasileiro e as instituições europeias, especialmente em temas que envolvem relações comerciais, clima e cooperação internacional.
Nos Estados Unidos, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, comentou a repercussão da eleição brasileira durante uma entrevista à imprensa na segunda-feira (26). Segundo ele, encontrou moradores da cidade comemorando a vitória de Lula enquanto voltava para casa. “Eu vi o quanto ele significa para tanta gente nessa cidade, nesse país e por todo o mundo, honestamente”, afirmou.
Mamdani também publicou nas redes sociais a frase “O povo unido jamais será vencido!” e parabenizou o presidente brasileiro.
As manifestações internacionais demonstram o interesse de diferentes governos em manter ou ampliar o diálogo com o Brasil após a eleição. Os pronunciamentos, porém, não representam necessariamente compromissos firmados: a concretização das declarações dependerá de decisões diplomáticas, negociações comerciais e acordos entre os governos envolvidos.



