Princípio de incêndio na Avenida das Amoreiras assusta passageiros, que precisaram evacuar veículo às pressas; falhas mecânicas reacendem cobrança por manutenção da frota

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Os usuários do transporte público de Campinas enfrentaram novamente uma manhã de severos transtornos e atrasos nesta quarta-feira (27). Dois ônibus do sistema municipal apresentaram falhas graves durante o trajeto em um intervalo de poucas horas, prejudicando o deslocamento dos trabalhadores.
O caso de maior gravidade e que gerou pânico envolveu um veículo articulado que operava a linha BRT 10. O coletivo sofreu um princípio de incêndio enquanto trafegava pela Avenida das Amoreiras, uma das principais e mais movimentadas artérias viárias do município. Devido à densa fumaça que invadiu o interior do veículo, os passageiros foram forçados a desembarcar às pressas na via.
De acordo com relatos de testemunhas que estavam no local, o próprio motorista do BRT agiu rapidamente e utilizou extintores de incêndio para tentar controlar as chamas no motor até a chegada do apoio das equipes de emergência. A ocorrência provocou grande apreensão nos usuários e lentidão no trânsito da região.
Quebra na madrugada afeta a linha 402
O segundo incidente da manhã foi registrado na região sul da cidade, envolvendo um veículo da linha 402, responsável pelo atendimento aos moradores do Parque Figueira.
O ônibus sofreu uma pane mecânica severa ainda durante a madrugada, impossibilitando o início regular das viagens no horário de pico. A quebra inesperada deixou dezenas de passageiros que dependiam do primeiro horário sem atendimento, gerando longas filas nos pontos e atrasos para o comércio e indústrias.
Os dois problemas consecutivos ocorrem em um momento sensível para a mobilidade urbana de Campinas, que enfrenta impasses jurídicos e operacionais no setor, como o travamento dos prazos de recursos da nova licitação do transporte pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). As falhas desta quarta-feira voltam a inflamar os protestos de passageiros e associações de moradores, que exigem fiscalização rigorosa na manutenção da frota e maior confiabilidade no serviço prestado pelas concessionárias.




