
Investigação aponta suspeitas de compra e revenda de drogas, movimentação de dinheiro por empresas e terceiros, ocultação patrimonial e uso de documentos falsos
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Por Sandra Venancio – Jornal Local
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba, com apoio do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9), cumpre nesta quinta-feira (1º) um mandado de prisão e cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por possível participação em uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O principal alvo da operação é um homem conhecido pelo apelido de “Guerreiro”. Segundo o Ministério Público, a investigação reuniu indícios de que ele teria participado da compra e revenda de entorpecentes e da movimentação de recursos relacionados a essas atividades.
De acordo com o relatório técnico da investigação, o suspeito mantinha contato com pessoas apontadas como integrantes da cadeia de fornecimento e distribuição de drogas. Os investigadores também identificaram movimentações financeiras por meio de contas vinculadas a empresas e a terceiros.
Dinheiro e patrimônio entram no foco da investigação
Além da suspeita de tráfico, a apuração concentra-se na possível utilização de mecanismos para ocultar a origem dos recursos. Segundo o relatório, foram identificados indícios de patrimônio registrado em nome de outras pessoas e de utilização de documentos falsos em operações bancárias.
A investigação procura estabelecer a origem dos recursos movimentados e verificar se empresas, contas de terceiros e bens teriam sido utilizados para dificultar a identificação do patrimônio relacionado às atividades investigadas.
Possível ligação com o PCC
Outro ponto da investigação é uma possível ligação do principal alvo com integrantes ou estruturas relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O relatório apresenta elementos que, segundo os investigadores, podem indicar essa conexão. A hipótese, entretanto, ainda faz parte da investigação e não representa uma conclusão judicial sobre a participação do suspeito na organização criminosa.
A operação busca justamente reunir documentos, equipamentos e outros elementos que possam confirmar ou descartar as hipóteses levantadas durante a apuração.
32 policiais participam da operação
Para cumprir os mandados, a Polícia Militar mobilizou sete equipes do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), totalizando 32 policiais militares. Os mandados de busca e apreensão têm como objetivo localizar materiais e documentos relacionados às suspeitas investigadas pelo Gaeco.
A operação ocorre no âmbito de uma investigação ainda em andamento. Até o momento, as informações divulgadas indicam suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial, uso de documentos falsos e possível conexão com integrantes do PCC.


