
Investigação do Gaeco aponta que vítima teria sido ameaçada e mantida em cativeiro após atraso no pagamento de uma dívida
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba, do Ministério Público de São Paulo, e equipes do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) deflagraram na manhã desta terça-feira (1º) a Operação Prazo Final. A ação cumpre seis mandados de prisão e dez de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais de Piracicaba. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária.
Segundo o Ministério Público, a investigação apura a atuação de um grupo suspeito de praticar agiotagem, com cobrança de juros considerados abusivos. O caso ganhou gravidade após uma pessoa que teria contraído uma dívida atrasar o pagamento e, de acordo com a apuração, passar a receber ameaças de morte.
Ainda conforme a investigação, a vítima teria sido sequestrada e mantida em cativeiro como forma de pressioná-la a quitar o débito. O veículo pertencente à vítima também teria sido levado pelos suspeitos e utilizado como garantia do pagamento.
As equipes do Gaeco e do Baep realizam buscas em endereços ligados aos investigados para localizar documentos, aparelhos eletrônicos, valores e outros elementos que possam contribuir para esclarecer o funcionamento do suposto esquema. A operação também conta com medidas destinadas à proteção da vítima.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, pelos crimes de extorsão mediante sequestro, ameaça, crime contra a economia popular, relacionado à prática de agiotagem, roubo e associação criminosa.
O nome da operação, “Prazo Final”, faz referência ao suposto ultimato que teria sido imposto à vítima para o pagamento da dívida, acompanhado de ameaças de morte.
As investigações continuam para identificar a extensão do grupo, a origem das dívidas cobradas e a eventual participação de outras pessoas. Até o momento, as acusações são objeto de investigação e deverão ser submetidas ao devido processo legal e ao contraditório.


