PF faz nova fase da Operação Sem Desconto e mira familiares do senador Weverton Rocha em investigação sobre lavagem de dinheiro do INSS

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Entre os alvos desta etapa estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA). O parlamentar não é alvo dos mandados cumpridos nesta terça-feira. Foto Carlos Moura Agencia Senado

Mandados foram autorizados pelo STF e integram o aprofundamento das investigações sobre a ocultação de recursos obtidos em supostas fraudes com descontos ilegais em benefícios previdenciários.

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto para aprofundar as investigações sobre um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação tem como foco suspeitos de lavagem de dinheiro supostamente obtido com a fraude e cumpre 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão.

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Entre os alvos desta etapa estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA). O parlamentar não é alvo dos mandados cumpridos nesta terça-feira. No entanto, segundo a investigação, ele figura entre os investigados no caso e já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão em uma fase anterior da apuração, realizada em dezembro do ano passado.

INVESTIGAÇÃO

As investigações tiveram início após a Polícia Federal identificar indícios de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas suspeitas. De acordo com a corporação, há evidências de que pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações com dinheiro em espécie teriam sido utilizadas para ocultar a origem e a destinação dos recursos obtidos com o suposto esquema criminoso.

A Operação Sem Desconto foi deflagrada inicialmente em abril de 2025, quando a PF revelou um esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS entre 2019 e 2024. Conforme as investigações, o prejuízo estimado pode chegar a R$ 6,3 bilhões.

Nesta nova fase, a Polícia Federal busca esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados, identificar a finalidade dos repasses financeiros e individualizar a conduta de cada investigado. Até o momento, não houve divulgação, pela PF ou pelo STF, de denúncias formais ou condenações relacionadas aos investigados nesta etapa da operação.

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