O time até consegue criar chances e abrir o placar, mas demonstra incapacidade de reter a bola e suportar as investidas adversárias no terço final dos jogos

A crise na Associação Atlética Ponte Preta ganhou contornos ainda mais dramáticos. Jogando sob intensa pressão, a Macaca chegou a descer para o vestiário com a vantagem no placar diante do CRB, mas sucumbiu no segundo tempo, sofreu a virada e permaneceu estagnada dentro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série B. O resultado joga ainda mais combustível nos bastidores de um clube que já convive com graves problemas financeiros e administrativos.
O Desabafo de Rodrigo Santana e o “Fator Psicológico”
Logo após o apito final, o técnico Rodrigo Santana não escondeu o abatimento com o resultado e admitiu que o elenco vive uma espécie de bloqueio psicológico, onde a turbulência política e financeira de fora de campo acaba minando as forças dos atletas nos momentos decisivos dos 90 minutos.
“O momento é difícil, não é fácil. A gente sai chateado, triste, por ter conseguido abrir uma vantagem contra o CRB aqui dentro. A fase está ruim, tudo conspira contra e dá certo para o adversário, mas é seguir trabalhando e procurar buscar os pontos aqui dentro de casa”, lamentou o comandante alvinegro.
Para Santana, a derrocada na etapa complementar foi fruto direto de uma fragilidade emocional gerada pela sequência de resultados negativos e pelas cobranças do ambiente externo. “Acho que os jogadores foram valentes até onde deu. São circunstâncias muito mentais dentro da partida. É continuar perseverando e trabalhando muito sério. Assim que o vento começar a mudar, a gente começa a ter um pouquinho mais de sorte”, completou.
O Raio-X da Macaca na Competição
O revés em casa escancara a urgência de uma reação imediata. Com o término da rodada, a Ponte Preta se vê presa em um cenário estatístico altamente perigoso:
- Permanência no Z-4: A equipe não consegue pontuar o suficiente para respirar e ultrapassar os concorrentes diretos na tabela de classificação.
- Problemas Extracampo: Atrasos pontuais de salários, desgaste da diretoria com a torcida e a falta de reforços de peso continuam sendo apontados como os verdadeiros vilões da temporada.
- Ataque e Defesa Desequilibrados: O time até consegue criar chances e abrir o placar, mas demonstra incapacidade de reter a bola e suportar as investidas adversárias no terço final dos jogos.
Confronto Paulista e Jogo da Vida no Majestoso
Sem tempo para lamentações, a comissão técnica foca agora todas as suas atenções no próximo compromisso, que terá status de “decisão de campeonato”. A Ponte Preta voltará a campo na próxima segunda-feira, dia 1º de junho, às 19h, para enfrentar o Botafogo-SP no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
Por se tratar de um clássico regional contra outra equipe paulista que também luta na metade de baixo da tabela, a vitória no Majestoso é tratada pela diretoria como obrigação inegociável para dar sobrevida ao trabalho de Rodrigo Santana e iniciar a fuga do fantasma do rebaixamento para a Série C.




