Ricardo Molina dá seu parecer sobre o caso Isabella

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O caso tem muitos pontos obscuros

 

            Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pelo assassinato de Isabella Nardoni há dois anos, foram condenados no dia 26 de março. O advogado de defesa, Roberto Podval, comunicou ao juiz que haveria recurso e que o caso não estava encerrado.

            Podval tem prazo para apresentar a Mauricio Fossen, juiz do caso, a argumentação do recurso e com quais pontos ele pretende questionar o julgamento.

            O perito Ricardo Molina alega que o caso tem muitos pontos obscuros. “Tudo indica que o casal é realmente culpado, mas nenhuma prova vista isoladamente seria definitiva. Trata-se de um conjunto de indícios” afirmou.

            Segundo Molina, a polícia reconstituiu uma história muito rica em detalhes, quando afirmou que a agressão começou no carro. “Não existe nenhuma prova que mostre que as agressões começaram no veículo, já que o exame feito com o sangue lá encontrado não é compatível com o de Isabella” explica.

            De acordo com o perito, a única coisa que realmente incrimina o casal é o tempo, que não seria suficiente para que uma terceira pessoa entrasse no apartamento e cometesse o crime. “O conjunto probatório é forte, só não era necessário criar uma história tão rica em detalhes” disse.

            Os advogados do casal estudam agora como vão recorrer da decisão do júri popular e possivelmente pedirão que seja feito um novo julgamento.

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