Trump evita apoiar Flávio Bolsonaro após senador se declarar presidente eleito em carta

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A declaração de Trump também contém duas posições distintas: o presidente norte-americano disse que não pretende se envolver diretamente na controvérsia, mas voltou a questionar a eleição brasileira. Foto WhiteHouse

Presidente dos Estados Unidos confirmou autorização de entrada para o senador e sua família, mas evitou endossar a declaração; Flávio (PL) alterou o documento cerca de 30 minutos depois de divulgar a primeira versão.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na controvérsia provocada por uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição presidencial brasileira, na qual ele se declarou inicialmente o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de 30 minutos depois, o parlamentar retirou a primeira versão e substituiu a expressão por “líder do Brasil”, após chegar aos Estados Unidos com a família. <Link url=”https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-10/trump-diz-que-nao-vai-se-envolver-sobre-declaracao-de-flavio-bolsonaro” title=”Agência Brasil”/>.

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Questionado por jornalistas sobre a declaração do senador, Trump confirmou que o governo norte-americano autorizou a entrada de Flávio e de seus familiares no país. Ao comentar a eleição brasileira, voltou a levantar dúvidas sobre o processo eleitoral, sem apresentar provas de irregularidades.

“Não vou fazer comentário sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, declarou o presidente norte-americano.

Carta reúne acusações contra eleição e Judiciário

No documento divulgado após sua chegada aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, e a Trump pelo apoio recebido. O senador também afirmou, sem apresentar provas que sustentem suas alegações, que a eleição brasileira foi fraudada e contestou decisões relacionadas ao funcionamento da votação.

Entre os pontos questionados está a extensão do horário de votação até as 19h, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a decisão atendeu a pedidos das campanhas do PL e do PT.

A alteração do horário foi citada por Flávio como argumento para contestar o resultado eleitoral. A alegação do senador, entretanto, não constitui, por si só, comprovação de fraude.

Mudança de linguagem após a publicação

A primeira versão da carta apresentava Flávio como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na versão posterior, o senador passou a se definir como “líder do Brasil”, retirando a afirmação explícita de que teria vencido a disputa presidencial.

A mudança ocorreu depois que o documento ganhou repercussão pública. Trump, por sua vez, não declarou reconhecer Flávio como presidente eleito e evitou assumir posição direta sobre a reivindicação do parlamentar.

O episódio ocorre após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). Flávio deixou o Brasil acompanhado da família e viajou para os Estados Unidos, onde passou a divulgar manifestações políticas dirigidas a brasileiros e à comunidade internacional.

Relação com o governo norte-americano

A confirmação de que os Estados Unidos autorizaram a entrada do senador e de seus familiares demonstra que houve uma autorização migratória, mas não significa reconhecimento diplomático de uma suposta vitória eleitoral de Flávio Bolsonaro.

A declaração de Trump também contém duas posições distintas: o presidente norte-americano disse que não pretende se envolver diretamente na controvérsia, mas voltou a questionar a eleição brasileira. Até o momento, nas declarações reproduzidas pela imprensa, ele não apresentou provas para sustentar a afirmação de que o pleito teria sido irregular.

A diferença entre autorização de entrada, manifestação política e reconhecimento oficial é relevante para compreender o episódio. A carta de Flávio expressa a versão do senador sobre a eleição, enquanto o resultado proclamado pelas autoridades eleitorais brasileiras permanece como referência oficial do pleito.

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