Polícia SP prende novamente vereador Senival Moura em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC

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O inquérito da Operação Última Parada foi concluído antes da eleição e 21 pessoas foram denunciadas à Justiça paulista. Foto: Afonso Braga/CMSP

Mandado foi cumprido nesta quarta-feira (28) em nova fase da Operação Última Parada; Ministério Público aponta suspeita de uso de empresas de ônibus para movimentar recursos ilícitos

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Por Sandra Venancio – Jornal Local

A Polícia Civil de São Paulo prendeu novamente nesta quarta-feira (28) o vereador licenciado Senival Pereira de Moura, investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista. A prisão integra os desdobramentos da Operação Última Parada, que apura supostas irregularidades envolvendo a empresa de ônibus Transunião e pessoas apontadas como integrantes de uma estrutura de movimentação de recursos ilícitos.

Senival estava em liberdade desde 5 de agosto, quando uma decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou sua soltura. Na ocasião, a magistrada entendeu que o prazo da prisão temporária deveria ser de cinco dias, e não de 30 dias, conforme havia sido estabelecido anteriormente. O Ministério Público recorreu da decisão, e a nova ordem de prisão foi expedida posteriormente.

Além do vereador, outros seis investigados tiveram a prisão decretada novamente. Os mandados são cumpridos pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.

Segundo as informações divulgadas pelo portal g1, os sete investigados têm ligação com a Transunião, empresa de transporte coletivo suspeita de ser utilizada em operações financeiras relacionadas ao PCC. Na lista de alvos estão Senival Pereira de Moura, Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza, que foram presos, além de Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins, apontados como procurados no momento da publicação da reportagem.

Operação Última Parada

A primeira prisão de Senival ocorreu em 25 de junho de 2026, durante a deflagração da Operação Última Parada. A investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de empresas ligadas ao transporte público da capital paulista.

De acordo com a reportagem do g1, o inquérito foi concluído e 21 pessoas foram denunciadas à Justiça paulista. O Ministério Público também solicitou a prisão dos sete investigados considerados centrais na apuração.

A reportagem informou que as medidas foram cumpridas após o período eleitoral, durante o qual existem restrições legais específicas à prisão de eleitores, com exceções previstas na legislação. A aplicação dessas regras depende das circunstâncias e da condição jurídica de cada pessoa envolvida.

Até a publicação da reportagem original, o g1 informou que tentava contato com a defesa de Senival Moura, sem obter resposta. O vereador havia pedido afastamento do PT após a primeira prisão, segundo informações divulgadas pelo portal.

A investigação envolve suspeitas que ainda precisam ser examinadas no processo judicial. A prisão e a denúncia não equivalem a condenação, e a responsabilidade criminal de cada investigado deverá ser definida pela Justiça com base nas provas reunidas e no direito de defesa.

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