Fábrica de bebidas falsas em Sumaré: polícia desmantela esquema que abastecia bares e festas na região

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Mil garrafas adulteradas foram apreendidas em casa abandonada; intermediário confessou envolvimento, mas se recusou a revelar chefes

Por Sandra Venancio

Uma operação de rotina da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) revelou um esquema milionário de falsificação e venda de bebidas em Sumaré (SP). A ação, realizada no bairro Maria Antônia, terminou com a apreensão de cerca de mil garrafas — sendo 792 cheias e 213 vazias — armazenadas em uma residência com aparência de abandono.

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Os policiais desconfiaram ao notar uma motocicleta parada na Rua Alexandre Ramos de Menezes, com chave no contato e um celular preso ao guidão. Pouco depois, um homem deixou o imóvel e foi abordado. Embora nada de ilícito tenha sido encontrado com ele, suas respostas contraditórias sobre o local despertaram atenção. O suspeito alegou que a casa pertencia a um “amigo”, mas não soube informar o nome.

A Polícia Civil agora investiga quem são os verdadeiros líderes da rede de falsificação, suspeita de abastecer bares, eventos e distribuidoras ilegais em cidades da Região Metropolitana de Campinas.. Foto Divulgação

Diante da inconsistência, os agentes entraram na residência — e se depararam com um depósito improvisado de bebidas falsificadas, já prontas para distribuição. Havia rótulos de marcas conhecidas, tampas lacradas e material de engarrafamento.

O homem, levado ao Distrito Policial, confessou trabalhar há cerca de três meses como intermediário. Segundo ele, sua função era encontrar compradores e organizar o transporte do produto adulterado. No entanto, se recusou a revelar os nomes dos chefes do esquema, alegando “temer por sua vida”.

Além das bebidas, foram localizadas peças de motocicleta que o suspeito reconheceu como sendo suas, reforçando o vínculo com o local usado como depósito. Todo o material foi apreendido e será periciado pela Polícia Científica.

A Polícia Civil agora investiga quem são os verdadeiros líderes da rede de falsificação, suspeita de abastecer bares, eventos e distribuidoras ilegais em cidades da Região Metropolitana de Campinas.

“A estrutura que encontramos indica um esquema profissional. Tudo leva a crer que o local era apenas um entre vários pontos de armazenamento e distribuição”, afirmou um policial que participou da operação.

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