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EUA retiram tarifa de 40% sobre produtos brasileiros e Brasil vai negociar por fim de sanções a autoridades

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Governo Lula retoma negociações diplomáticas para reverter sanções impostas sob a Lei Magnitsky e a suspensão de vistos, aproveitando o alívio parcial das tarifas de exportação anunciado pelos EUA

Após os Estados Unidos anunciarem a retirada da sobretaxa de 40% sobre cerca de 200 produtos brasileiros, incluindo carne, café e frutas, o governo brasileiro intensificou sua articulação diplomática para que Washington revogue também as penalidades impostas a autoridades brasileiras, entre elas o ministro do STF Alexandre de Moraes, alvo de sanções da Lei Global Magnitsky e de suspensão de visto.

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O anúncio dos EUA de isentar cerca de 200 itens da tarifa adicional de 40% aplicada sobre produtos exportados pelo Brasil é visto em Brasília como um novo impulso para retomada das negociações bilaterais sensíveis. A estratégia do governo Lula é clara: vincular a pauta comercial ao esforço de retirar as sanções individuais impostas por Washington a ministros e autoridades brasileiras.

Diversos ministros do STF tiveram seus vistos foram revogados pelos EUA no passado recente, medida que Brasília quer reverter no âmbito das conversas diplomáticas. Foto Divulgação Itamaraty

No centro dessas negociações está o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sancionado pelos EUA sob a Lei Global Magnitsky — mecanismo usado para penalizar indivíduos acusados de corrupção ou violação de direitos humanos, segundo o Tesouro americano. As sanções incluem congelamento de bens sob jurisdição dos EUA e proibição de transações com cidadãos ou entidades norte-americanas.

https://twitter.com/Rogeriononatosa/status/1991644501597618372?s=20

Além disso, diversos ministros do STF tiveram seus vistos foram revogados pelos EUA no passado recente, medida que Brasília quer reverter no âmbito das conversas diplomáticas.

Segundo o Itamaraty, a revogação dessas sanções “sempre fez parte” das discussões bilaterais entre Brasil e EUA. Em nota oficial, a chancelaria ressaltou “a disposição para continuar o diálogo como meio de solucionar questões entre os dois países, em linha com a tradição de 201 anos de excelentes relações diplomáticas”.

https://twitter.com/eleicoesempauta/status/1991636535318393292?s=20

No entanto, o governo brasileiro mantém certo ceticismo quanto ao sucesso total dessa empreitada. Fontes diplomáticas apontam que, embora o alívio tarifário seja visto como uma concessão significativa, ainda persiste a resistência dos americanos em temas tão sensíveis quanto a política interna do Brasil.

https://twitter.com/lulaverso/status/1991654723477467506?s=20

Para Moraes, as sanções dos EUA são parte de uma ofensiva de caráter político. Ele declarou que vai “ignorar” as penalidades e continuar seu trabalho no STF normalmente, acusando Washington de usar medidas econômicas para provocar instabilidade no Brasil.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro rebateu a aplicação da Lei Magnitsky contra a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, classificando a medida como “agressão” e interferência indevida nos assuntos internos do país.

A retirada parcial das tarifas de 40% por parte dos EUA abre uma janela diplomática para o Brasil tentar revogar sanções pessoais a suas autoridades, especialmente sob a Lei Magnitsky. Mas, apesar do avanço comercial, a plena recomposição das relações com Washington ainda enfrenta obstáculos consideráveis.

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