Ex-aliado de Bolsonaro usa pesquisa para projetar Flávio como favorito e dispara críticas duras contra o senador e o governo Lula em meio à disputa por narrativa eleitoral

O ex-deputado federal Julian Lemos afirmou que acredita em pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25), que aponta o senador Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno, sinalizando possível mudança no cenário eleitoral.
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Em entrevista ao jornalista Diego Amorim, Lemos — que foi aliado de Jair Bolsonaro em 2018 antes de romper com a família — fez críticas duras ao senador e também ao atual governo.
“Ele vai vender terras raras, tudo. Vai vender o Brasil, vai vender até o que não é dele. Flávio não é direita coisa alguma. É um Bolsonaro moderado e entreguista. Ele não sabe o que faz, mas sabe o que quer: entende a diferença? O pai é burro, ele tem um pouco mais de habilidade. E o DNA de corrupção. Ele é corrupto na essência”, declarou.
O ex-parlamentar também avaliou que o governo federal perdeu capacidade de mobilização política. “Nada mais que Lula faça daqui para frente dará um voto para ele. Demoraram muito para se movimentar, perderam tempo. Nada mais chega à ponta. Pode o Lula dar uma casa a todo pobre que ele ver pela frente que ninguém liga mais. O Flávio só não ganha se algo muito negativo acontecer do lado dele”, afirmou.
Ruptura política e disputa de narrativa
A fala de Julian Lemos ocorre em um momento de reorganização do cenário político nacional, com movimentações antecipadas mirando a eleição presidencial. Ex-integrante do núcleo bolsonarista na campanha de 2018, ele se afastou do grupo e passou a adotar discurso crítico tanto ao bolsonarismo quanto ao governo petista.
Nos bastidores, declarações como a de Lemos são vistas como parte da disputa por narrativa dentro do campo conservador e também como tentativa de influenciar percepções eleitorais a partir de pesquisas recentes. A menção à liderança de Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno reforça o debate sobre sucessão política dentro da direita.
Especialistas avaliam que esse tipo de posicionamento pode funcionar como instrumento de pressão política, tanto para reorganizar alianças quanto para testar nomes viáveis fora da polarização tradicional. Ao mesmo tempo, o tom das críticas indica acirramento do discurso e tende a alimentar a fragmentação entre grupos que disputam protagonismo no cenário nacional.




