Ex-jogador do Flamengo, condenado pela morte de Eliza Samudio, foi localizado em São Pedro da Aldeia após descumprir regras da liberdade condicional

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O ex-goleiro Bruno Fernandes foi preso no fim da noite desta quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos fluminense, após ser considerado foragido da Justiça por cerca de dois meses.
A prisão ocorreu em cumprimento a mandado expedido pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro em 5 de março. Segundo a Justiça, Bruno descumpriu diversas condições impostas para manutenção da liberdade condicional concedida em 2023.
Entre as violações apontadas está uma viagem ao Acre, em fevereiro, para atuar pelo Vasco-AC sem autorização judicial. Após o deslocamento, o ex-goleiro também deixou de retornar ao regime semiaberto conforme determinação judicial.
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou ainda que Bruno não atualizou seu endereço por cerca de três anos, descumpriu horários de recolhimento domiciliar e frequentou locais proibidos. Entre os episódios citados está a presença do ex-atleta em uma partida no estádio do Maracanã e viagens não autorizadas para Minas Gerais.
Crime que chocou o país
Bruno foi preso originalmente em 2010 pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, caso que teve repercussão internacional e se tornou um dos crimes mais emblemáticos envolvendo figuras do futebol brasileiro.
Em 2013, o ex-goleiro foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
Segundo a investigação e a sentença judicial, Eliza foi assassinada após cobrar do jogador o reconhecimento de paternidade de seu filho, Bruninho Samudio, atualmente atleta das categorias de base do Botafogo.
O corpo de Eliza Samudio nunca foi localizado.
Progressão de pena e nova prisão
Bruno permaneceu em regime fechado entre 2010 e 2019, quando obteve progressão para o semiaberto. Em 2023, recebeu liberdade condicional mediante cumprimento de regras determinadas pela Justiça.
A nova prisão reacende debates sobre fiscalização de condenados em liberdade condicional e sobre a exposição pública de figuras condenadas por crimes de grande repercussão.
Após a captura, Bruno foi encaminhado ao sistema prisional do Rio de Janeiro e deverá passar por audiência de custódia.




