Material de alto risco teria sido transportado entre unidades por pesquisadora e marido

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A Universidade Estadual de Campinas investiga o desaparecimento e a circulação irregular de amostras biológicas de alto risco retiradas de um laboratório NB-3 do Instituto de Biologia. O caso envolve a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, e o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, suspeitos de transportar o material entre unidades da própria universidade em fevereiro deste ano.
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Segundo apuração divulgada pelo Fantástico e pelo g1, ao menos 24 cepas de vírus teriam sido levadas de um laboratório para outro sem autorização. Entre elas, estão agentes como dengue, chikungunya, zika, herpes, vírus Epstein-Barr, coronavírus humano e amostras de gripe tipo A, além de outros vírus menos conhecidos e 13 que afetam animais.
A investigação teve início após uma pesquisadora identificar, em 13 de fevereiro, o desaparecimento de caixas com material biológico. Dias depois, em 24 e 25 de fevereiro, Michael Miller foi visto acessando o laboratório em horários considerados incomuns, carregando objetos, o que levantou suspeitas internas e motivou a abertura de apuração.
BIOSSEGURANÇA EM RISCO
Laboratórios classificados como NB-3 operam sob rígidos protocolos de segurança e são destinados ao manuseio de microrganismos que podem causar doenças potencialmente graves por via respiratória. A retirada, transporte ou manipulação desses materiais fora dos padrões pode representar risco sanitário e violação de normas nacionais e internacionais de biossegurança.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual contaminação ou vazamento, mas o caso passou a ser acompanhado por órgãos internos da universidade e autoridades sanitárias. A Unicamp não detalhou possíveis sanções nem se houve comunicação a órgãos federais de controle.
Não foi divulgada, até a última atualização, manifestação formal dos citados sobre as suspeitas.




