Novo grupo vai analisar desempenho de alunos e orientar políticas para melhorar indicadores educacionais

A Secretaria de Educação de Campinas instituiu um comitê permanente para acompanhar e qualificar o desempenho dos estudantes da rede municipal. A medida foi oficializada por resolução publicada no Diário Oficial e integra o plano de ações da Prefeitura voltado à melhoria dos indicadores educacionais, especialmente na alfabetização.
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Batizado de Comap (Comitê de Monitoramento das Aprendizagens), o grupo será responsável por acompanhar o desenvolvimento de alunos da educação infantil, do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de propor ajustes nos processos pedagógicos.
COMO VAI FUNCIONAR
Na prática, o comitê vai cruzar diferentes bases de dados para avaliar o desempenho dos estudantes. Entre as informações analisadas estão avaliações aplicadas por professores, índices de rendimento e frequência, execução dos planos pedagógicos e resultados de avaliações externas.
O Comap também terá papel na coordenação de políticas públicas educacionais, incluindo ações em parceria com governos estadual e federal.
ESTRUTURA E OBJETIVO
O grupo será vinculado ao Departamento Pedagógico e atuará de forma integrada com os Núcleos de Ação Educativa Descentralizada (Naeds) e outras áreas da secretaria. A equipe será composta por três profissionais do magistério: Fernanda Torresan Marcelino, Lucas da Silva Moreira e Rachel Teixeira de Carvalho.
Segundo a secretária Patrícia Adolf Lutz, a iniciativa busca aprimorar o acompanhamento já realizado nas escolas. “O acompanhamento das aprendizagens é realizado por todos os profissionais de educação de Campinas no cotidiano. A criação deste comitê, entretanto, qualifica essa atividade ao garantir um olhar específico e analítico sobre o andamento dos trabalhos”, afirmou.
A criação do comitê indica uma tentativa da gestão municipal de centralizar e sistematizar dados educacionais para orientar decisões estratégicas. Especialistas apontam que o uso integrado de indicadores pode melhorar diagnósticos e acelerar intervenções, mas alertam que a eficácia depende da capacidade de transformar os dados em ações concretas dentro das salas de aula.




