Ato reúne entidades e cobra fim de terceirizações, mais investimentos e mudanças na gestão municipal

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Movimentos sociais, conselhos e entidades da sociedade civil realizam nesta terça-feira (7) a 3ª Marcha em Defesa do SUS, em Campinas, em meio a denúncias de agravamento da crise na saúde pública municipal. O ato foi organizado pelo Movimento Popular de Saúde de Campinas, com apoio de dezenas de organizações, e tem como objetivo pressionar o poder público por medidas urgentes.
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A mobilização está marcada para as 16h, com concentração no Largo da Catedral e caminhada até a Prefeitura. Os organizadores afirmam que o sistema municipal enfrenta precarização, avanço de terceirizações e dificuldades estruturais que impactam diretamente o atendimento à população.
Em manifesto, as entidades apontam filas prolongadas para cirurgias, falta de profissionais na atenção básica e superlotação em unidades de saúde. “O SUS é a maior conquista da democracia brasileira, mas está sendo desmontado por dentro. Não vamos aceitar que a saúde vire mercadoria”, afirmam lideranças do movimento.
DIAGNÓSTICO E PRESSÃO POLÍTICA
Entre os pontos levantados pelos organizadores está a divisão da gestão entre a Rede Mário Gatti e a Secretaria Municipal de Saúde, além de críticas à condução das políticas públicas sem participação efetiva dos conselhos locais.
Um documento com diagnóstico da situação e reivindicações foi protocolado no dia 24 de março junto ao prefeito Dário Saadi (Republicanos) e ao secretário de Saúde Lair Zambom, solicitando audiência para discutir as demandas.
REIVINDICAÇÕES
A carta aberta divulgada pelos organizadores lista propostas para enfrentar a crise, entre elas:
- Ampliação das equipes na atenção primária, hospitais e UPAs;
- Expansão de unidades de saúde e equipes da Estratégia Saúde da Família;
- Fim do chamado “duplo comando” na gestão;
- Substituição de terceirizações por profissionais concursados;
- Fortalecimento da saúde mental, com ampliação de CAPS e CECOS;
- Maior participação popular nas decisões do sistema;
- Integração regional do SUS, com Campinas como município polo.
CONTEXTO NACIONAL
Os organizadores também destacam a importância do Sistema Único de Saúde, responsável por atender a maior parte da população brasileira, realizar a maioria dos transplantes e manter programas de vacinação em larga escala.
Segundo o movimento, há pressão de setores políticos e econômicos para reduzir o papel do sistema público, o que, na avaliação das entidades, pode ampliar desigualdades no acesso à saúde.
A marcha ocorre em um momento de tensão entre gestão pública e movimentos sociais, com críticas à condução da saúde municipal e à estrutura administrativa. O debate envolve não apenas questões locais, como financiamento e organização dos serviços, mas também disputas mais amplas sobre o papel do Estado na oferta de saúde pública. A resposta da Prefeitura às reivindicações e a capacidade de diálogo com os setores mobilizados devem influenciar os próximos desdobramentos do tema em Campinas.
Serviço
Evento: 3ª Marcha em Defesa do SUS – Campinas
Data: 7 de abril de 2026
Concentração: 16h – Largo da Catedral
Caminhada: até a Prefeitura Municipal de Campinas
Realização: Movimento Popular de Saúde de Campinas, com apoio de mais de 70
entidades, conselhos de saúde, sindicatos e movimentos populares.
Assessoria de Imprensa – Movimento Popular de Saúde de Campinas




