Ação integrada da PM e PF cumpre mandados em SP e RJ e investiga movimentação superior a R$ 1,6 bilhão

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A Polícia Militar prendeu, nesta terça-feira (15), o cantor MC Chrys Dias em Itupeva (SP), durante a Operação Narco Fluxo, realizada em conjunto com a Polícia Federal. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e resultou também na prisão da esposa do artista, durante cumprimento de mandado judicial.
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Em Jundiaí, outra frente da operação levou à prisão do influenciador digital Matheus Magrini, localizado em um imóvel associado ao cantor MC Ryan SP. Matheus é filho de Eduardo Magrini, apontado por investigações como traficante internacional e já alvo de operação anterior conduzida com apoio do BAEP de Campinas.
Ainda no mesmo dia, MC Ryan foi localizado e preso pela Polícia Federal em Bertioga, no litoral paulista. Também no contexto da operação, o cantor MC Poze do Rodo foi detido no Rio de Janeiro.
Estrutura do esquema investigado
A Operação Narco Fluxo é desdobramento da chamada Narco Bet, investigação anterior que identificou um sistema estruturado para ocultação e circulação de recursos ilícitos. Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava empresas de fachada, contas bancárias, dinheiro em espécie e outros mecanismos para lavar valores provenientes do tráfico.
A nova fase da apuração avançou sobre um núcleo que, de acordo com os investigadores, utilizava atividades artísticas e a atuação de influenciadores digitais para misturar recursos ilegais com rendimentos formais, dificultando o rastreamento financeiro.
Valores e medidas judiciais
De acordo com a Polícia Federal, o esquema teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. A Justiça Federal autorizou prisões temporárias, mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens, contas bancárias e empresas vinculadas aos investigados em diferentes estados.
Tipificação dos crimes
Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As apurações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas, segundo fontes ligadas ao caso.
O avanço das investigações reforça uma linha já identificada por autoridades: a utilização de setores da economia formal e da indústria do entretenimento como instrumentos para ocultação de recursos ilícitos, ampliando a complexidade do combate ao crime organizado no país.




