Cantores e influenciadores são alvos de investigação sobre esquema financeiro ilegal em vários estados

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) uma megaoperação contra uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em lavagem de dinheiro e transações ilegais. Entre os presos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores digitais apontados como parte do esquema.
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Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, foi detido durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Já Marlon Brandon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, de 27 anos, foi preso em sua residência em um condomínio de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro.
A operação apura a atuação de um grupo estruturado que utilizaria empresas de fachada, movimentações financeiras atípicas e redes sociais para ocultar a origem ilícita de recursos. A investigação aponta que o esquema pode ter conexões com atividades criminosas mais amplas, incluindo facções e ramificações interestaduais.
Defesa e versão dos investigados
A defesa de MC Ryan SP não foi localizada até a última atualização desta reportagem. Já os advogados de MC Poze do Rodo informaram, em nota, que “desconhecem os autos ou teor do mandado de prisão” e que, após acesso aos documentos, irão se manifestar na Justiça “para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”.
Estrutura do esquema sob investigação
Segundo fontes ligadas à investigação, a organização criminosa utilizaria a projeção pública de artistas e influenciadores para ampliar o alcance das operações financeiras, levantando suspeitas sobre a possível utilização de shows, publicidade digital e plataformas online como meios para circulação de recursos ilícitos.
A Polícia Federal ainda não detalhou oficialmente todos os alvos e medidas judiciais cumpridas, mas a expectativa é de que novas fases da operação avancem sobre o núcleo financeiro do grupo, incluindo operadores responsáveis pela movimentação e ocultação de valores.
O caso ocorre em meio ao avanço de investigações sobre a infiltração do crime organizado em setores da economia formal e do entretenimento, uma frente que também foi citada em recentes relatórios parlamentares sobre lavagem de dinheiro no país.




