Vorcaro propõe delação premiada para detalhar esquemas com políticos e magistrados

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Para que o acordo tenha validade jurídica, ele precisa ser homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Foto Divulgação Banco Master

Dono do Banco Master, preso em Brasília, entregou proposta à PGR; acordo pode revelar rede de corrupção e tráfico de influência

Para que o acordo tenha validade jurídica, ele precisa ser homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Foto Divulgação Banco Master

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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, entregou nesta terça-feira (5) uma proposta formal de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF). O documento, que corre sob sigilo, marca uma reviravolta na Operação Compliance Zero. A expectativa dos investigadores é que Vorcaro detalhe relacionamentos ilegais mantidos com políticos de alto escalão e magistrados, expondo como o poder econômico da instituição financeira era utilizado para obter vantagens ilícitas no Legislativo e no Judiciário.

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Com a entrega da proposta, inicia-se uma fase técnica de análise. Integrantes da PGR e da PF devem avaliar se as informações oferecidas são inéditas e comprováveis, podendo solicitar dados complementares ou marcar depoimentos para testar a consistência das revelações. Somente após essa validação é que serão discutidos os benefícios penais para o banqueiro.

Para que o acordo tenha validade jurídica, ele precisa ser homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Não há um prazo definido para o encerramento das negociações.

Daniel Vorcaro está detido na superintendência da PF em Brasília desde o dia 4 de março, quando foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação debruça-se sobre fraudes financeiras no Banco Master e uma tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), controlada pelo GDF.

A prisão preventiva foi decretada após a descoberta de que o banqueiro estaria utilizando sua estrutura para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários, além de demonstrar ter acesso privilegiado a informações sigilosas do inquérito.

O impacto da delação nos bastidores de Brasília

A possível delação de Vorcaro causa apreensão nos corredores do poder. Uma varredura em blogs de política e redes sociais indica que o banqueiro possuía uma rede extensa de contatos, frequentemente associada ao financiamento de interesses privados por meio de articulações em tribunais e gabinetes parlamentares.

Investigadores buscam agora rastrear o caminho do dinheiro e conexões institucionais que confirmem se o banco era utilizado como ferramenta de corrupção sistêmica. O desfecho dessa negociação pode reconfigurar o cenário político nacional, atingindo figuras que, até então, operavam fora do radar da PF.

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