Família afirma que vítima estava em surto psicótico; Polícia Militar sustenta que houve confronto após perseguição a veículo suspeito

<Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp>
Um homem foi baleado durante uma ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo na noite desta quinta-feira (14), em Hortolândia, após uma perseguição policial que terminou em acidente de trânsito no bairro Vila Real.
Segundo a PM, os policiais iniciaram o acompanhamento de um veículo considerado suspeito por volta das 20h30. Durante a fuga, o motorista perdeu o controle da direção e bateu no cruzamento entre a Avenida Thereza Ana Cecon Breda e a Avenida Francisco de Assis.
De acordo com a versão apresentada pela corporação, após a colisão ocorreu um confronto e o homem acabou atingido por disparos de arma de fogo efetuados durante a abordagem.
A família da vítima, porém, contesta a narrativa policial e afirma que o homem estaria em surto psicótico no momento da ocorrência, levantando questionamentos sobre as circunstâncias da ação e o uso da força pelos agentes.
O homem recebeu atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Mário Covas. Até o momento, não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde dele.
O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Hortolândia e deverá ser investigado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo foi procurada para esclarecer detalhes da ocorrência, incluindo se havia arma com o suspeito e quais circunstâncias motivaram os disparos, mas ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
O caso reacende discussões sobre protocolos de abordagem policial em situações envolvendo possíveis crises psicológicas ou surtos mentais. Especialistas em segurança pública e direitos humanos têm defendido maior capacitação das forças policiais para ocorrências desse tipo, especialmente diante do aumento de registros de intervenções letais em contextos de instabilidade emocional.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que motivou a perseguição inicial nem sobre eventuais antecedentes da vítima. Também não foi informado se câmeras corporais dos policiais registraram a ocorrência.




