Líder da Advec foi escalado para interpretar a si mesmo na reconstituição do casamento do ex-presidente em ‘Dark Horse’, mas desistiu às vésperas das gravações

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O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) e um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, chegou a ser oficialmente escalado para o elenco do filme “Dark Horse”. A produção cinematográfica reconta os bastidores do atentado à faca sofrido por Bolsonaro em 2018 e sua subsequente ascensão à Presidência da República. No entanto, o religioso recusou o papel às vésperas de rodar suas cenas.
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O longa-metragem tem como um de seus patrocinadores o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que foi preso sob acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e coerção no âmbito de investigações recentes sobre desvios bilionários de fundos de previdência.
Papel sob medida no ‘carômetro’ da produção
De acordo com o cronograma e o “carômetro” interno da produção, Malafaia interpretaria a si mesmo na reconstituição de um momento marcante: o casamento de Jair e Michelle Bolsonaro. Na vida real, foi o próprio líder da Advec quem celebrou a união do casal, em 2013, na cidade do Rio de Janeiro.
Os realizadores do filme davam a participação como certa, chegando a incluir o nome do pastor nos documentos oficiais que organizavam a presença do elenco no set de filmagens para os dias seguintes. Integrantes da equipe técnica e de apoio confirmaram que a direção do projeto havia anunciado o líder evangélico para a cena, mas, pouco antes do início das gravações, ele declinou do convite. O papel acabou sendo assumido por outro pastor.
‘Sou pastor, não artista’, justifica Malafaia
Ao ser questionado sobre os motivos que o levaram a desistir do projeto, Silas Malafaia minimizou qualquer relação com o escândalo financeiro que atinge o investidor do filme. Segundo ele, a decisão de não integrar a obra artística foi tomada antes mesmo da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vir a público.
O pastor justificou que a participação em uma produção ficcional não seria adequada para a manutenção de sua imagem pública e institucional:
A produção de “Dark Horse” segue cercada de atenção nos bastidores políticos de Brasília e do Rio de Janeiro, especialmente após os desdobramentos jurídicos que envolveram os principais financiadores e conexões políticas do projeto.




