nvestigação da Polícia Civil da Bahia aponta que grupo movimentou mais de R$ 4,2 milhões em golpes com uso de dados reais de processos judiciais

Um homem de 22 anos foi preso em Jaguariúna, na manhã desta quarta-feira (27), apontado pela Polícia Civil como o hacker responsável por obter informações de processos judiciais usadas em golpes conhecidos como “falso advogado”. Segundo a investigação, a quadrilha movimentou mais de R$ 4,2 milhões com as fraudes.
O suspeito foi detido no hospital municipal de Jaguariúna, onde acompanhava o nascimento do filho. De acordo com os investigadores, ele era responsável por captar dados reais de ações judiciais utilizados pelo grupo para aplicar golpes em vítimas em diferentes estados do país.
A prisão ocorreu durante a Operação Falsa Ordem, coordenada pela Polícia Civil da Bahia. Ao todo, quatro pessoas foram presas no estado de São Paulo, sendo três delas na capital paulista.
Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Jaguariúna e Pedreira. Segundo a polícia, agentes apreenderam computadores, celulares, chips de cartões bancários e uma pequena quantidade de droga.
O investigado preso em Jaguariúna foi encaminhado para a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi Guaçu.
COMO FUNCIONAVA O GOLPE
Segundo a investigação, o grupo criminoso utilizava informações verdadeiras de processos judiciais para convencer vítimas a realizar transferências bancárias.
Os suspeitos se apresentavam como advogados, representantes de escritórios ou intermediadores judiciais. Utilizando linguagem técnica e dados reais dos processos, alegavam necessidade de pagamentos para liberação de valores judiciais, desbloqueio de alvarás e quitação de custas processuais.
A Polícia Civil da Bahia aponta que a quadrilha tinha atuação interestadual, com ramificações em estados como Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Norte.
Além do golpe do falso advogado, o grupo também é investigado por furtos de cartões bancários em grandes eventos na Bahia. Segundo os investigadores, criminosos se passavam por vendedores ambulantes e trocavam cartões das vítimas durante pagamentos.
A Operação Falsa Ordem cumpriu 32 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Rio Grande do Norte, incluindo São Paulo, Jaguariúna, Pedreira, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Diadema, Guarulhos e São José do Rio Preto.
INVESTIGAÇÃO SEGUE
As investigações começaram há cerca de um ano e continuam em andamento. A polícia agora analisa os materiais apreendidos e realiza rastreamento financeiro para identificar outros integrantes da organização criminosa e possíveis novas vítimas.
Até o momento, a defesa dos investigados não havia se manifestado sobre as acusações.




