Forte neblina na principal base da companhia gera efeito cascata em todo o país; meteorologistas apontam alta umidade do inverno como causa
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O mau tempo na região de Campinas levou a Azul Linhas Aéreas a cancelar 27 voos e a desviar outros 26 para aeroportos alternativos entre a tarde de quarta-feira (24) e a manhã desta quinta-feira (25). O problema foi provocado por uma forte neblina que atingiu o Aeroporto Internacional de Viracopos, principal centro de operações da companhia. De acordo com a empresa, as restrições operacionais geraram um efeito cascata, impactando malhas aéreas e provocando atrasos e alterações em voos de diversas outras regiões do país.
Na quarta-feira, a densa névoa reduziu drasticamente a visibilidade na pista, forçando a interrupção temporária dos pousos no terminal campineiro. A concessionária que administra o aeroporto informou que 12 aeronaves precisaram ser redirecionadas para outros terminais em um intervalo de menos de uma hora, entre 16h50 e 17h45, período em que as operações de pouso ficaram totalmente suspensas antes de serem retomadas de forma gradativa.
De acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, o fenômeno foi decorrência direta da alta umidade acumulada após dias consecutivos de chuva na região. Os meteorologistas explicaram que o encontro de ventos com a umidade favoreceu a formação de nuvens baixas, dinâmica que costuma se repetir durante o inverno e que, neste ano, é intensificada sob a influência do fenômeno climático El Niño.
A Azul ressaltou, em nota oficial, que está prestando toda a assistência necessária aos passageiros que tiveram seus planos de viagem afetados, seguindo estritamente as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para casos de atrasos e cancelamentos de voos. A expectativa do Cepagri é que as condições climáticas na região comecem a se estabilizar e apresentem melhoras consistentes a partir de sexta-feira (26).




