Titular absoluto e uma das principais lideranças da Macaca, atleta de 39 anos alega atrasos em salários, direitos de imagem e FGTS para se desvincular do clube
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O goleiro Diogo Silva ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho para tentar obter a rescisão indireta de seu contrato de trabalho com a Associação Atlética Ponte Preta. O experiente arqueiro de 39 anos, que vinha atuando como titular absoluto e despontava como uma das principais lideranças do elenco alvinegro, tomou a decisão jurídica motivado pelo acúmulo de atrasos financeiros promovidos pelo clube nos últimos meses. O pedido de quebra de vínculo expõe o agravamento da crise institucional e financeira nos bastidores do Estádio Moisés Lucarelli.
A insatisfação de Diogo Silva decorre do não cumprimento de compromissos assumidos pela diretoria pontepretana, somada a um cenário de profunda instabilidade política e administrativa que afeta o cotidiano do clube.
A ausência de previsibilidade em relação às datas de pagamentos e o desgaste na relação com integrantes do departamento de futebol foram apontados como fatores determinantes para o litígio. Internamente, o jogador já manifestava forte preocupação com os impactos da crise financeira sobre o ambiente de trabalho e o planejamento esportivo da equipe.
Segundo interlocutores ligados ao atleta, o processo judicial envolve a cobrança de salários atrasados, direitos de imagem em aberto e a falta de depósitos regulares do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A legislação trabalhista prevê o mecanismo de rescisão indireta justamente quando o empregador descumpre as obrigações essenciais do contrato de trabalho, permitindo que o profissional se desvincule sem sofrer prejuízos.
Com contrato válido até novembro de 2027, Diogo Silva poderá ficar livre no mercado para assinar com qualquer outra equipe, sem a necessidade de arcar com multa rescisória, caso a Justiça dê um parecer favorável.
A iminente perda do goleiro amplia uma debandada de atletas que deixaram o elenco alvinegro recentemente pelos mesmos problemas financeiros, a exemplo do zagueiro David Braz, do volante Rodri Saravia e do lateral Bryan Borges, comprometendo de forma severa a montagem do time para a sequência da temporada.




