Categoria dá prazo até 31 de julho para negociação e ameaça paralisação por tempo indeterminado a partir de 4 de agosto nas linhas concedidas à Trivia Trens
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O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil aprovou, em assembleia, a realização de uma greve por tempo indeterminado na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a partir de 4 de agosto. A decisão ocorre após uma sequência de falhas operacionais e um incêndio em um trem poucos dias depois de a concessionária Trivia Trens assumir a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A categoria deu prazo até 31 de julho para que o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) apresente uma resposta às reivindicações.
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Entre as principais reivindicações estão a reestatização das linhas concedidas e a garantia dos postos de trabalho dos empregados da CPTM. O sindicato também pede que o governo paulista apoie um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para assegurar a absorção, pela administração pública, dos trabalhadores afetados por processos de concessão e privatização.
Falhas na operação
A Trivia Trens assumiu a operação das linhas em 20 de julho. Três dias depois, um curto-circuito no pantógrafo de uma composição provocou um incêndio nas proximidades da estação Brás. Passageiros precisaram deixar o trem e caminhar pelos trilhos, enquanto a circulação foi interrompida nas linhas 12-Safira, 13-Jade e no Serviço Expresso Aeroporto, além de causar reflexos na Linha 11-Coral.
O impacto da paralisação levou a Prefeitura de São Paulo a suspender o rodízio municipal de veículos no Centro Expandido para reduzir os efeitos no trânsito.
O sindicato afirma que não responsabiliza os funcionários contratados pela concessionária pelos problemas registrados, atribuindo as falhas ao processo de transição da operação. A entidade também critica a convocação de empregados da própria CPTM para reassumirem parte das atividades, alegando que a medida demonstra que a concessionária ainda não estava preparada para operar o sistema de forma independente.
Órgãos de controle
Após os problemas operacionais, a Artesp determinou que a CPTM reassuma a operação das linhas por um período inicial de 90 dias, enquanto são apuradas as causas das falhas e o cumprimento das obrigações contratuais pela concessionária. O Centro de Controle Operacional voltou a ser administrado pela estatal, com acompanhamento da agência reguladora e da Trivia Trens.
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) também determinou que o governo estadual e a concessionária apresentem, em cinco dias, informações sobre os planos de contingência, manutenção dos equipamentos e condições da infraestrutura das linhas.
Até o momento, o governo do Estado informou que não recebeu notificação oficial do sindicato e, por isso, não apresentou posicionamento sobre a ameaça de paralisação.
Posicionamento
Até a publicação desta reportagem, a Trivia Trens não havia se manifestado sobre a ameaça de greve nem sobre as reivindicações apresentadas pelo sindicato.Categoria dá prazo até 31 de julho para negociação e ameaça paralisação por tempo indeterminado a partir de 4 de agosto nas linhas concedidas à Trivia Trens.




