23.6 C
Campinas
terça-feira, agosto 4, 2026
spot_img

CGU aponta que emendas PIX dos deputados federais são menos transparentes e podem elevar custo de compras públicas em até 25%

Data:

As emendas PIX são recursos do Orçamento Geral da União, formado principalmente pela arrecadação de impostos, contribuições e outras receitas federais pagas por cidadãos e empresas; ou seja, elas saem de recursos da saúde, educação e etc.

<OUÇA A REPORTAGEM>

A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que as chamadas emendas PIX apresentam menor transparência e rastreabilidade na aplicação dos recursos públicos e podem tornar as compras de equipamentos até 25% mais caras em comparação com aquisições centralizadas realizadas pelo governo federal. O documento integra a ação que discute a transparência das emendas parlamentares.

<Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp>

A auditoria analisou mais de 3 mil registros de compras de máquinas pesadas, como retroescavadeiras, motoniveladoras e tratores de esteira, realizadas em diferentes regiões do país. O estudo comparou aquisições feitas diretamente pelos ministérios com aquelas executadas por meio de convênios e das chamadas emendas PIX.

RELATÓRIO

Segundo a CGU, cinco tipos de equipamentos analisados somaram aproximadamente R$ 12,9 bilhões em aquisições. A auditoria aponta que, caso essas compras fossem concentradas nos órgãos federais, a economia aos cofres públicos poderia chegar a cerca de 25%.

De acordo com o relatório, a principal razão para os custos mais elevados é a fragmentação das despesas. Com compras pulverizadas entre diversos municípios e órgãos, perde-se o ganho de escala obtido em processos centralizados de aquisição, reduzindo a eficiência do gasto público.

A Controladoria também conclui que a centralização das compras pelos ministérios, acompanhada de pesquisa adequada de preços e baseada em demandas comprovadas dos municípios, poderia reduzir significativamente os custos. Outra alternativa apontada é a adesão dos municípios às atas federais de registro de preços, permitindo aquisições por valores mais competitivos.

O documento foi encaminhado em 22 de julho ao gabinete do ministro Flávio Dino, relator no STF das ações que discutem os critérios de transparência e controle das emendas parlamentares. A CGU ressalta que a auditoria não questiona a legalidade das emendas PIX, mas aponta que o modelo descentralizado de execução pode comprometer a eficiência e a economicidade dos gastos públicos.

De onde sai o dinheiro das emendas PIX?

As emendas PIX são recursos do Orçamento Geral da União, formado principalmente pela arrecadação de impostos, contribuições e outras receitas federais pagas por cidadãos e empresas.

O Congresso Nacional aprova anualmente o orçamento e reserva uma parcela para as emendas parlamentares, que permitem a deputados e senadores indicar a destinação de recursos para estados e municípios.

No caso das emendas PIX, oficialmente chamadas de transferências especiais, o dinheiro é repassado diretamente pelo governo federal aos entes beneficiados, sem a necessidade de celebração de convênios ou da execução da obra ou compra por um ministério. A prefeitura ou o governo estadual recebe os recursos e é responsável pela aplicação, observando as regras legais e de prestação de contas.

O modelo foi criado para agilizar os repasses, mas passou a ser alvo de questionamentos por órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Supremo Tribunal Federal (STF), que apontam problemas de transparência, rastreabilidade e fiscalização na aplicação dos recursos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Advogado ligado a Flávio Bolsonaro é alvo da PF em operação sobre fraudes no INSS

Willer Tomaz foi alvo de busca e apreensão na...

Flávio Dino será relator de pedido da PF para abrir terceiro inquérito contra Lulinha

Investigação solicitada pela Polícia Federal apura suspeitas de tráfico...

Polícia Civil realiza operação contra grupos suspeitos de planejar ataque em Brasília durante as eleições

Mandados são cumpridos em cinco estados. Investigação aponta discussões...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade