Primeiro suplente do Cidadania na Federação PSDB/Cidadania, Tak Chung Wu recebeu 956 votos nas eleições de 2024 e é o nome que aparece na sequência eleitoral da legenda para ocupar a cadeira deixada pelo vereador cassado
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A cassação do vereador Vini Oliveira (Cidadania) pela Câmara de Campinas nesta quarta-feira (9) abre uma vaga no Legislativo municipal que deverá ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Tak Chung Wu, conhecido como Tak. O vereador foi cassado por 23 votos a 5, um voto acima dos 22 necessários para a perda do mandato, encerrando uma Comissão Processante instaurada em junho.
Tak foi o primeiro suplente do Cidadania nas eleições municipais de 2024 e concorreu pela Federação PSDB/Cidadania. Ele recebeu 956 votos no pleito e não conquistou uma cadeira naquele momento. A relação oficial dos suplentes divulgada após a eleição aponta Tak como o primeiro nome da legenda na ordem de substituição.
A situação de Vini é resultado de uma eleição em que o vereador teve uma votação expressiva. Ele recebeu 11.423 votos em 2024, ficando em segundo lugar entre os candidatos a vereador de Campinas e sendo eleito pelo quociente partidário. A votação foi mais de dez vezes superior à obtida por Tak.
Quem é o suplente
Tak Chung Wu concorreu nas eleições de 2024 pelo Cidadania com o número 23.123. Segundo a base de resultados eleitorais consultada, ele obteve 956 votos e ficou na condição de suplente da Federação PSDB/Cidadania.
A substituição não ocorre simplesmente porque Tak foi o candidato mais votado depois de Vini. Nas eleições proporcionais, a distribuição das cadeiras considera o desempenho dos partidos e federações, e a convocação de suplente segue as regras eleitorais aplicáveis à legenda. No caso do Cidadania em Campinas, a lista divulgada após o pleito colocou Tak como primeiro suplente.
Uma cadeira com peso político
A chegada de Tak altera novamente a composição da Câmara de Campinas no meio do mandato 2025-2028. Vini havia sido um dos vereadores mais votados da eleição de 2024, com 11.423 votos, enquanto o suplente que deverá substituí-lo recebeu 956.
A mudança também ocorre depois de um dos processos políticos mais relevantes do atual mandato. A Comissão Processante foi aberta em junho para analisar a atuação de Vini em reuniões com representantes da Smile Transportes, empresa ligada a um dos consórcios interessados na licitação do transporte coletivo de Campinas.
O relatório da Comissão Processante concluiu pela cassação, entendimento que foi levado ao plenário para decisão definitiva. A defesa de Vini sustentou que o vereador estava exercendo sua função fiscalizatória e contestou elementos utilizados no processo.
Nesta quarta-feira, entretanto, o plenário decidiu pela cassação por 23 votos favoráveis e cinco contrários. O resultado alcançou o quórum de dois terços exigido para a perda do mandato, mas por margem estreita: apenas um voto separou a cassação do número mínimo necessário.
O que acontece agora
Com a decisão do plenário, a Câmara deverá formalizar os procedimentos decorrentes da perda do mandato e convocar o suplente conforme a legislação eleitoral e as normas do Legislativo municipal.
Tak é, portanto, o nome que aparece como primeiro suplente do Cidadania e deverá ser convocado para a cadeira deixada por Vini, mas a posse depende da formalização da vacância e dos atos administrativos da Câmara.
A mudança encerra, pelo menos politicamente, o mandato de um vereador que chegou ao Legislativo com uma das maiores votações de 2024. Vini recebeu 11.423 votos, enquanto Tak chegou a 956.
O caso também deixa uma consequência política que merece acompanhamento: a Câmara passa a ter um novo vereador justamente após uma cassação decidida por margem mínima e em meio a uma disputa que envolveu fiscalização parlamentar, transporte coletivo e interesses empresariais em uma licitação pública. A substituição da cadeira é administrativa, mas seus efeitos sobre a correlação de forças do Legislativo são essencialmente políticos.




