Boulos pede licença não remunerada para se dedicar à campanha de Lula

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A estratégia inclui a participação de ministros e aliados em atividades de mobilização eleitoral. Foto Ricardo Stuckert/PR

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência ficará afastado do governo até o primeiro turno; outros integrantes da Esplanada também avaliam deixar temporariamente as funções

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), encaminhou nesta sexta-feira (25) um pedido de licença não remunerada para se dedicar integralmente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.

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Boulos já vinha participando de atividades políticas relacionadas à campanha nos fins de semana, incluindo caminhadas e assembleias. Com o afastamento, a previsão é que passe a concentrar sua agenda nas atividades eleitorais até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

O planejamento, segundo a reportagem, não exclui a possibilidade de um novo afastamento caso a eleição presidencial tenha segundo turno. Nesse cenário, Boulos poderia solicitar outra licença para voltar a atuar na campanha.

Outros ministros também se engajaram na campanha

O movimento não ocorre de forma isolada dentro do governo federal. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), está de férias e vem participando de atividades da campanha de Lula em São Paulo. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), também é citado como um dos integrantes do governo que avaliam adotar procedimento semelhante.

A possibilidade de afastamento de integrantes do primeiro escalão foi discutida em reunião ministerial realizada nesta semana. Segundo a Folha, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, cobrou maior atuação da equipe na defesa das ações do governo e no apoio à candidatura de Lula.

Boulos já participava da estratégia eleitoral

Antes do pedido formal de licença, Boulos vinha ocupando espaço na mobilização eleitoral do governo. A Folha havia informado que o ministro fazia parte do núcleo de coordenação da campanha de Lula ao lado de Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social, do presidente do PT, Edinho Silva, e de Paulo Okamotto.

Nos últimos dias, a campanha também ampliou a realização de atos de rua e a presença de Lula em diferentes estados. A estratégia inclui a participação de ministros e aliados em atividades de mobilização eleitoral.

O afastamento de Boulos formaliza, portanto, uma separação temporária entre suas funções no governo e sua atuação direta na campanha eleitoral, permitindo que o ministro se dedique exclusivamente às atividades políticas durante a reta final do primeiro turno.

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