O Estado de São Paulo é o maior produtor nacional de borracha natural, apontam as estatísticas. De acordo com os dados publicados pelo IAC (Instituto Agronômico de Campinas), em 2004, para uma produção de borracha do gênero Hevea – Hevea brasiliensis, a nossa popular seringueira, era necessário cerca de 105.000 toneladas, São Paulo contribuiu com 51.450 toneladas, ou seja, 49%, seguido dos Estados de Mato Grosso, com 22.500 t, 22%, Bahia, com 9.500 t, 10%, Espírito Santo, com 6.000 t, 7%, e os demais com 12.000 t, 11%.
A introdução da seringueira em São Paulo foi feita em 1917, com o Serviço de Expansão da Cultura da Seringueira. Em 1941/42, quando não se podia prever o desequilíbrio entre a produção e o consumo de borracha, observado por volta de 1950, o IAC deu inicio aos trabalhos de pesquisas com seringueira no Estado, efetuando o plantio de pequenos lotes de progênies nas Estações Experimentais de Campinas, Pindorama e Ribeirão Preto.
Em princípios de 1956, a comissão de técnicos da Secretaria da Agricultura – XVI Comissão Técnica – Seringueira, criada em 23/12/55, para estudar as possibilidades do cultivo da Seringueira no Estado, apresenta um relatório final, no qual é traçado um programa de heveicultura em São Paulo, estabelecendo assim o desempenho de cada membro no campo da pesquisa e do fomento.
São Paulo pode contar com uma área plantada de cerca de 90.000 hectares, com mais de 14 milhões de pés em produção e mais de 4,5 milhões de pés novos, distribuídos entre 2,5 mil pequenos, médios e grandes produtores, que empregam cerca de 15 mil trabalhadores.
De acordo com a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) até 2020, é previsto um plano ambicioso de ampliação da área plantada no Estado para 250 mil hectares – inteiramente custeado pela iniciativa privada, visando reduzir o nosso déficit entre a produção e o consumo de 289.000 toneladas pelas nossas indústrias manufatureiras de borracha.
Das suas 19 Usinas de Beneficiamento de Borracha existentes, 72% da produção são destinadas para a indústria pesada (de pneus) e 28% para a indústria leve (de autopeças, materiais cirúrgicos, preservativos, entre outros).
Entretanto, a expansão da cultura da seringueira em São Paulo foi retardada em, no mínimo, dez anos, devido à falta de uma política séria para o setor.
São Paulo é o maior produtor nacional de borracha
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