Foto: Carlos Bassan/PMC
O tenente-coronel Flávio Bianchini, comandante do 7º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Campinas iniciou na Câmara Municipal, um movimento para aumentar a participação da corporação no bolo de recursos provenientes da taxa de sinistro. Imposto municipal cobrado da indústria, comércio e residências plurifamiliares (prédios de apartamentos), a taxa somou no ano passado, cerca de R$ 9 milhões, mas apenas R$ 1,6 milhão é destinado ao Grupamento. Para fazer frente à demanda já existente e atender a investimentos que são considerados inadiáveis, Bianchini acredita que o Corpo de Bombeiros deveria ter direito a, pelo menos, 60% do valor arrecadado com a taxa.
A proposta de Bianchini é que seja criado um Fundo Municipal – a ser gerido pelo Corpo de Bombeiros, Executivo e que tivesse a participação de setores da sociedade, do qual se extrairia o orçamento da corporação. O orçamento dos bombeiros tem sofrido pouca variação nos últimos anos: foi de R$ 1,8 milhão em 2010; R$ 1,6 milhão no ano seguinte e R$ 2,2 milhões no ano passado.
“Precisamos fazer investimentos em reformas ou construção de novas unidades, aquisição de equipamentos, substituição de viaturas e hoje estamos impedidos de fazer porque não temos recursos”, argumenta o subcomandante Wilson Lago Filho. Segundo ele, a frota usada no Corpo de Bombeiros tem 14 anos – um período de vida útil já próximo do esgotamento.
Bianchini diz que tem estudado junto ao Executivo, a instalação de uma unidade na região do Campo Grande/Ouro Verde. “Trata-se de uma região densamente povoada e que precisa de uma atenção exclusiva do Corpo de Bombeiro. Temos uma população de cerca de 400 mil pessoas e que não pode ficar apenas com a base do Jardim do Lago. É preciso mais”, adverte ele. A expectativa é que a unidade do Campo Grande/Ouro Verde seja instalada até o final do atual mandato. O Sétimo Grupamento do Corpo de Bombeiros de Campinas é formado por unidades no Centro, Jardim Eulina, Jardim do Lago, Taquaral, Anchieta e Jardim das Oliveiras.
O tenente-coronel garantiu que está em estudo no governo do Estado um programa de ampliação dos serviços. Segundo ele, a corporação está presente fisicamente hoje, em 144 dos 645 municípios paulistas, mas o objetivo e cobrir 80% do total até 2020.
O programa prevê a instalação de uma brigada de incêndio em municípios de até 20 mil habitantes; um Grupo de Bombeiros (com quatro homens) em municípios de até 40 mil; uma Base (13 homens) para municípios de até 50 mil habitantes e um Posto (27 homens) para os que estão com população acima dos 50 mil.
Instalado há 113 anos em Campinas, o Grupamento de Campinas conta com 33 municípios em sua área de abrangência e, em breve, vai ser responsável também pelas cidades de Mogi Mirim e Jaguariúna. No ano passado, a corporação atendeu em Campinas 29 mil ocorrências.
A presença do Corpo de Bombeiros na primeira parte da reunião ordinária desta segunda-feira, dia 17 de junho foi uma indicação dos vereadores Antônio Flores e Campos Filho.





