O monólogo cômico “Uma Noite na Lua”, de autoria e direção de João Falcão, ganhou remontagem com o premiado ator Gregório Duvivier, e é a próxima atração no Teatro Brasil Kirin, no Iguatemi Campinas. O espetáculo terá apenas duas apresentações: sábado, 28 de setembro, às 21h, e domingo, dia 29, às 19h.
Montada com grande sucesso em 1998, “Uma Noite na Lua” é uma das peças de maior sucesso do autor e diretor pernambucano João Falcão. O monólogo traz um homem em crise criativa, que luta para terminar uma peça e convive com recordações de um amor perdido. Marco Nanini protagonizou o espetáculo, premiado na época pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, pelos prêmios Shell e Sharp. Quinze anos depois, Gregório Duvivier volta a dar vida ao personagem.
O ator encara o desafio de passear pela imensa gama de emoções que surgem a todo instante a partir do acelerado fluxo de pensamento do personagem. “A peça é cômica, poética, dramática e romântica ao mesmo tempo. É hilariante e arrebatadora. É o texto mais completo que eu já li”, avalia Duvivier. “Acho linda a coragem do João de falar de amor, que é um tema tão difícil de encarar de frente. Talvez por essa coragem, é uma peça universal, e tão pungente na comunicação imediata. Não há uma palavra fora do lugar”.
Nova cara do humor brasileiro e consagrado pelo “Porta dos Fundos”, o canal do Youtube que mais cresce no mundo, Duvivier foi o vencedor do prêmio APTR de melhor ator pela atuação em “Uma Noite na Lua”.
Sinopse:
Um homem em estado de angústia, um tímido que perdeu sua amada Berenice, o autor com falta de traquejo social insinuando-se para um ator numa festa, oferecendo-lhe uma peça que ainda não está escrita. É um homem solto no palco, com um desabafo na alma: “vem passear na minha lua”.
“Uma Noite na Lua” é uma comédia onde o fluxo de ideias e de tensão na tentativa de reconquistar o objeto amado é a catapulta para a construção de uma narrativa. Apesar de ser um monólogo, o personagem conversa o tempo todo com seu pensamento, com quem ele deveria ser e com quem ele já não é. O monólogo dá lugar à polifonia, ao diálogo interno de um ser no qual encontramos muito de nós mesmos. A busca do personagem não é só pela escrita da peça: é um profundo questionamento sobre as relações humanas e suas dores e delícias.
Durante a noite ele precisa escrever uma peça. E ele só tem uma frase: “um homem em cima de um palco pensando”. E a partir dessa frase ele precisa construir um mundo. E para isso ele só tem uma noite. Na lua.
Ele precisa provar para ele, para sua mulher, que o abandonou, e para uma lista quase interminável de pessoas, que tem talento, que pode criar um texto para o teatro em uma noite.
A imaginação e devaneios do personagem são acompanhados pela plateia, como se ela estivesse dentro da cabeça dele. É o poder do pensamento e o exercício da liberdade do mesmo. É uma ‘invasão’ permitida da privacidade de alguém que luta em se impor perante a si mesmo e à sociedade. No mundo moderno, se você não tem dinheiro, não tem alguma posse, você é um outsider. Como muita gente, este personagem sofre desse mal. Ele tenta se enquadrar no esquema da sociedade, buscando ser alguém e, daí, ser reconhecido.
Ficha técnica:
Dramaturgia, canção original, iluminação e direção geral: João Falcão
Ator: Gregório Duvivier
Direção musical: Dani Black e Maycon Ananias
Direção de produção: Roberta Brisson
Programação de luz: Cesar Ramires
Técnico de som: Branco Ferreira
Figurino: Hugo Leão
Consultoria de produção: Jô Abdu
Programador visual: Júlia Coelho
Preparador corporal: Gilvan Gomes
Assistente de direção: João Vancini
Produção executiva: Barbara Duvivier
Realização: Evoé Produções Artísticas
Realização Campinas: Teatros.Art
Produção local: BR Produtora





