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quarta-feira, abril 22, 2026
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De mãos atadas com a segurança

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A Guarda Municipal de Sousas alega não ter efetivo suficiente

De acordo com a Guarda Municipal o índice de violência registrado em Joaquim Egídio se dá devido ao grande número de turistas. Nos distritos chegam a circular em média quase 100 mil pessoas nos finais de semana.
A maioria vem atraída para o circuito gastronômico e turístico da região.
Segundo afirmou o chefe do setor da Base Ambiental de Sousas, Maurício Campos, 80% dos casos de ocorrências são de pessoas de outras cidades, como São Paulo, Valinhos, Vinhedo, Itatiba e Pedreira.
O patrulhamento da Guarda Municipal é feito de acordo com o efetivo, que é formada por 7 guardas por equipe. Cada equipe tem de um a dois guardas por plantão e, a cada plantão temos 1 guarda de folga.
“Estamos aguardando novos planos de carreira, que começam a ser negociados em abril. Com este remanejamento do trabalho, conseguiremos aumentar o efetivo”, diz ele.
Uma das funções da Guarda Municipal da Base Comunitária de Sousas é dar acompanhamento no horário de fechamento do Centro de Saúde.
“Pela lei, precisamos prestar atendimento. Mas se houver alguma ocorrência, logicamente que daremos prioridade ao chamado”, afirma Maurício.

O mapa da violência
Pesquisas sobre a violência em Campinas e região, realizadas pelo professor de Geografia e Engenharia Ambiental, da PUC-Campinas, Lucas Melgaço, apontam que o crescimento da violência na região se deu a partir de 1970, coincidindo com a grande expansão imobiliária e ocupações de novas áreas.
Seus estudos desfazem alguns mitos, entre os quais o de que a violência está associada à pobreza. Explica que de fato em algumas áreas dos municípios da RMC os altos índices têm esse perfil. Porém, há cidades como Pedreira, onde o PIB é baixo, e há pouca violência. Por outro lado, Paulínia, com alto PIB, tem índices altos. “É importante ressaltar, no entanto, que em qualquer contexto são os pobres as maiores vítimas”, diz Melgaço.
Em Campinas, o pesquisador destaca os bairros ao longo da Rodovia Santos Dumont, a região dos Distritos Industriais (DIC) e a região do Jardim São Marcos como as mais violentas da cidade. As menos violentas são os distritos de Sousas, Joaquim Egídio e Barão Geraldo, e os bairros Guanabara e Cambuí. Sobre as tendências para o futuro, acha que a ampliação dos condomínios fechados tende a colaborar com a ampliação da violência.

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